Luanda – As mercadorias que serão comercializadas no Mercado Municipal do Panguila, em Cacuaco, vão passar por uma inspecção e triagem, através de brigadas especializadas, por forma a acautelar-se a venda de produtos expirados ou em mau estado de conservação.
A afirmação é do governador provincial de Luanda para a Esfera Económica, Francisco Domingos, acrescentando que as equipas serão integradas por funcionários do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Inadec), da Polícia Económica e das administrações de Cacuaco e do próprio mercado.
De acordo com o responsável, para maior controlo, o cadastramento dos oito mil e 327 vendedores do mercado será informatizado e cada um terá direito a um passe que deverá ser exibido na portaria na altura do acesso e de transporte de mercadoria.
“Essa é uma medida que surge para disciplinar os vendedores, fiscalizar a actividade e proteger o consumidor, que acaba sempre por ser a principal vítima destas anarquias. E vai também ajudar na gestão do mercado pela Administração Municipal de Cacuaco e manutenção da higiene do local” – disse.
O mercado do Panguila, como também é vulgarmente chamado, tem uma capacidade para oito mil e 376 vendedores, cinco mil e 376 bancadas fixas e três mil lugares disponíveis na zona ambulante (espaço livre). Neste momento estão cadastrados oito mil e 327 pessoas.
Com uma área de 250 mil metros quadrados, tem entre outras infra-estruturas 48 restaurantes, 144 lojas, 200 armazéns, oito quiosques, 19 casas de banho, um posto médico e 36 câmaras frigoríficas, balcões do Banco BIC, BFA e BPC, de acordo com o director provincial das Obras Públicas de Luanda, Torres Bunga.
Localizado no município de Cacuaco, Norte de Luanda, o centro comercial possui mais de dez naves (pavilhões) e várias secções, com realce para a dos frescos ou perecíveis, de detergentes, electrodomésticos, hortaliças, frutas, bebidas, lacticínios, entre outros.
A praça do Roque, até ao momento considerada como a maior de África a céu aberto, absorve mais de 20 mil comerciantes, mas por não dispor de condições de sanidade adequadas para a actividade e face ao projecto do Governo de requalificação social do município do Sambizanga, será oficialmente encerrada domingo (dia cinco).