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01-09-2010 13:20

Luanda
Mercado Municipal do Panguila com sistema inédito de tratamento de lixo

Angop
Mercado municpal do Panguila, localizado no município de Cacuaco, em Luanda
Mercado municpal do Panguila, localizado no município de Cacuaco, em Luanda
Luanda – O Mercado Municipal do Panguila, aberto nesta terça-feira, para acomodar os vendedores do Roque Santeiro, está equipado de um sistema inédito de recolha, tratamento e aproveitamento de resíduos sólidos, para uma melhor reciclagem do lixo produzido no recinto.      
 
A informação foi hoje, quarta-feira, avançada à Angop pelo vice-governador de Luanda para a esfera económica, Francisco Domingos, salientando tratar-se de uma inovação necessária nos serviços oferecidos pelos centros comercias do género, com vista a garantir a higiene do espaço e prevenir possíveis doenças.

 

Esclareceu que lixo depositado nos contentores será  transferido para uma máquina, instalada no local, que vai fazer a classificação do material (vidro, plástico) para reciclagem.

 

Acrescentou que para o funcionamento do sistema, o governo vai contar com um parceiro privado e 90 técnicos (nacionais e estrangeiros) altamente capacitados para o efeito. “É um sistema moderno que permitirá dar o devido tratamento aos resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos, o vidro, plástico e da chapa ” – afirmou.

 
Localizado no município de Cacuaco, norte de Luanda, o mercado do Panguila, como também é vulgarmente chamado, tem uma capacidade para oito mil e 376 vendedores, repartidos pelas cinco mil e 376 bancadas fixas e pelos três mil lugares disponíveis na zona ambulante (espaço livre). Neste momento estão cadastrados oito mil e 327 pessoas.  
 
Com uma área de 250 mil metros quadrados, tem entre outras infra-estruturas, 48 restaurantes, 144 lojas, 200 armazéns, oito quiosques, 19 casas de banho, um posto médico e 36 câmaras frigoríficas, balcões do Banco BIC, BFA e BPC, de acordo com o director provincial das Obras Públicas de Luanda, Torres Bunga.   
 
Possui mais de dez naves (pavilhões) e várias secções, com realce para a dos frescos ou perecíveis, dos detergentes, electrodomésticos, das hortaliças, das frutas, das bebidas, dos lacticínios, entre outros.
 
O mercado do Roque, até aqui tido como o maior de África a céu aberto, absorve mais de 20 mil comerciantes, mas por não dispor de condições de sanidade adequadas para a actividade, e face ao projecto do Governo de requalificação social do município do Sambizanga, será oficialmente encerrado domingo (dia cinco).





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