Luanda – O Mercado Municipal do Panguila, aberto nesta terça-feira, para acomodar os vendedores do Roque Santeiro, está equipado de um sistema inédito de recolha, tratamento e aproveitamento de resíduos sólidos, para uma melhor reciclagem do lixo produzido no recinto.
A informação foi hoje, quarta-feira, avançada à Angop pelo vice-governador de Luanda para a esfera económica, Francisco Domingos, salientando tratar-se de uma inovação necessária nos serviços oferecidos pelos centros comercias do género, com vista a garantir a higiene do espaço e prevenir possíveis doenças.
Esclareceu que lixo depositado nos contentores será transferido para uma máquina, instalada no local, que vai fazer a classificação do material (vidro, plástico) para reciclagem.
Acrescentou que para o funcionamento do sistema, o governo vai contar com um parceiro privado e 90 técnicos (nacionais e estrangeiros) altamente capacitados para o efeito. “É um sistema moderno que permitirá dar o devido tratamento aos resíduos sólidos orgânicos e inorgânicos, o vidro, plástico e da chapa ” – afirmou.
Localizado no município de Cacuaco, norte de Luanda, o mercado do Panguila, como também é vulgarmente chamado, tem uma capacidade para oito mil e 376 vendedores, repartidos pelas cinco mil e 376 bancadas fixas e pelos três mil lugares disponíveis na zona ambulante (espaço livre). Neste momento estão cadastrados oito mil e 327 pessoas.
Com uma área de 250 mil metros quadrados, tem entre outras infra-estruturas, 48 restaurantes, 144 lojas, 200 armazéns, oito quiosques, 19 casas de banho, um posto médico e 36 câmaras frigoríficas, balcões do Banco BIC, BFA e BPC, de acordo com o director provincial das Obras Públicas de Luanda, Torres Bunga.
Possui mais de dez naves (pavilhões) e várias secções, com realce para a dos frescos ou perecíveis, dos detergentes, electrodomésticos, das hortaliças, das frutas, das bebidas, dos lacticínios, entre outros.
O mercado do Roque, até aqui tido como o maior de África a céu aberto, absorve mais de 20 mil comerciantes, mas por não dispor de condições de sanidade adequadas para a actividade, e face ao projecto do Governo de requalificação social do município do Sambizanga, será oficialmente encerrado domingo (dia cinco).