Luanda – O recente reajuste nos preços de combustíveis visa reduzir os níveis de subvenção que o Estado angolano realiza na comercialização destes produtos no mercado nacional, considerou hoje, em Luanda, o economista José Cerqueira.
"A perspectiva em Angola, relativamente ao mercado dos combustíveis, é aumentar os preços, de forma gradual, para se atingir um preço justo que cubra os custos de produção e distribuição, minimize as subvenções do Estado, mas que salvaguarde os orçamentos das famílias", sustentou o economista.
Apesar de ser um país produtor de petróleo, a gasolina e gasóleo em Angola são relativamente baratos, comparando com os outros países, mas os aumentos de preços deverão ser feitos de tal forma que não pesem muito sobre os rendimentos e orçamento das famílias, frisou José Cerqueira que falava ao telefone à Angop.
Vigoram no país, desde quarta-feira (01/09), novos preços para gasolina e gasóleo, Akz 60,00 e Akz 40,00, respectivamente, um reajuste que na opinião do economista era de esperar, tendo em conta os custos reais da produção e distribuição dos combustíveis.
Até então, o litro de gasolina era comercializado a 40 kwanzas e o de gasóleo a Akz 29.