Luanda – Os indicadores económicos de Angola mantiveram-se estáveis em 2009, com a taxa de crescimento real de 2,7 porcento, fruto da expansão do sector não petrolífero, indica o relatório de balanço da implementação do cronograma das medidas principais de gestão macroeconómica e estruturais implementadas neste ano.
O documento aprovado nesta quarta-feira, pela Comissão Permanente do Conselho de Ministros demonstra que o sector petrolífero sofreu uma contracção de 5,1 porcento. A inflação acumulada, em 2009, foi de 13,9 porcento (ligeiramente acima da previsão estimada de 12,5 porcento) e registou-se uma depreciação acumulada da moeda nacional em 18,93 porcento no mercado interbancário e de 28,4 porcento no informal da cidade de Luanda.
Na reunião de hoje, a Comissão Permanente aprovou o cronograma das principais medidas de gestão macroeconomia e estruturais a implementar este ano, bem como a respectiva programação macroeconómica executiva e a financeira do Tesouro para o segundo trimestre do ano em curso.
Orientado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, este órgão do Governo recomendou à Comissão Económica que fossem considerados documentos fundamentais de trabalho o Plano Nacional, o Orçamento Geral do Estado e as normas da sua execução, a programação macroeconómica executiva anual, as programações trimestrais e os planos de caixa.
No sector das águas, a Comissão Permanente tomou conhecimento do relatório de balanço da execução do programa “Água para Todos”, referente ao exercício de 2009 e aprovou o respectivo plano de acção revisto.
O programa “Água para Todos” tem como objectivo o abastecimento de água potável às zonas rurais do país, através da construção de pequenos sistemas de abastecimento, procurando alcançar um grau de cobertura de cerca de 80 porcento.
De acordo com os dados apresentados, pelo menos dois milhões e 300 mil pessoas já foram beneficiadas pelo programa, o que equivale a 33 porcento da população rural.
O plano de acção revisto prevê assegurar o abastecimento de água potável até 2012, a mais de três milhões e 600 mil habitantes, localizados em mil e 620 povoações ou bairros.