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14-03-2010 12:31

Zaire
Porto do Soyo aumenta quadro de investimentos

Soyo - O Porto do Soyo, na Província do Zaire, está aumentar o seu quadro de investimentos em infra-estruturas técnicas e administrativas, para corresponder com a demanda do crescimento económico nesta região do país e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), soube sábado a Angop de fonte oficial.
 
 
 
 
O programa que se desenvolve durante os anos de 2010 e 2011, visa a aquisição de equipamentos portuários e a construção de mais 300 metros de cais, a construção dum novo edifício administrativo principal e os Portos secos do Nzeto e do Tomboco, explicou o director-geral do Porto do Soyo, Abel Paulo.
 
 
 
 
Salientou que as novas descobertas nos blocos petrolíferos da região, a entrada para breve da produção da fábrica de gás liquefeito "Angola LNG", o impulso do turismo local com a implementação de novos projectos, as perspectivas de novos dados sobre o crescimento da indústria das pescas, o comércio e outros, animam a empresa nos novos investimentos.
 
 
 
 
Abel Paulo disse que os investimentos abarcam ainda a reabilitação e o apetrechamento do Porto do Nóqui, que constitui uma unidade de produção ligada ao Porto do Soyo.
 
 
 
 
O responsável não avançou os valores monetários a serem empregue nos investimentos em perspectiva, mas, por exemplo, os equipamentos portuários definem-se em quatro camiões atrelados, duas gruas com a capacidade de 90/100 toneladas, bem como máquinas empilhadoras de 25 e 45 toneladas.
 
 
 
Abel Paulo mencionou outros investimentos como as construções, outros apetrechamentos e aquisições, cujos projectos têm a gestão directa do Ministério dos Transportes, de que o Porto do Soyo é unidade orgânica.
 
 
 
Os Portos Secos, projectados de suporte a toda a actividade da Empresa Portuária do Soyo, serão criados na área do "Campo 8" (Soyo), com 10 hectares, enquanto outro de 30 hectares será construído entre as localidades do Tomboco e Nzeto, cerca de 200 quilómetros a sul da cidade petrolífera.
 
 
 
 
O director-geral do Porto do Soyo acrescentou que está também  prevista a aquisição no período 2010/2011, uma draga de grande capacidade, para a manutenção regular das bacias de manobras do Porto do Soyo, Nóqui e também do Porto de Cabinda, que é parceiro alternativo.
 
 
 
"As fortes correntes do Rio Zaire ou Congo são factores que influem na afectação periódica das bacias de manobras portuárias, o que pode desanimar os armadores, devido a constrangimentos nas suas operações de navegação", referiu
 
 
 
O Porto do Nóqui, considerado outra unidade do tecido económico do país e região fronteiriça, pelo seu papel de reabastecimento do interior das Províncias do Zaire e Uíge e também da República Democrática do Congo (RDC), beneficiou já, há algum tempo, da reabilitação e equipamento do tabuleiro portuário afectados durante a guerra.
 
 
 
Afirmou que o período do programa considerado de modernização e expansão do Porto do Soyo abrange a realização de uma dragagem preventiva à bacia de manobras do Porto do Nóqui, no Rio Zaire ou Congo, entre a vila do Nóqui (Angola) e de Matadi (RDC).
 
 
 
 
 
"O Porto do Nóqui é reconhecido como imprescindível no movimento de mercadorias pelas autoridades do Baixo Congo. Já recebemos algumas comissões ministeriais preocupadas com o reinício das actividades da unidade, de que sabemos, beneficia à RDC de baixos custos operacionais em relação ao Porto de Matadi", informou.
 
 
 
Para o lado administrativo, Abel Paulo anunciou que o sector projectou um edifício (já na fase de construção avançada) de dois pisos, com uma área instalada de cerca de quatro mil e 500 metros quadrados, onde estarão englobados a direcção, todas as áreas operacionais de controlo portuário, centro de formação, refeitório para 100 utentes e outros.
 
 
 
 
 
O novo edifício inclui um "Guiché Único do Porto", com as actividades dos Serviços das Alfândegas, Despachantes Oficiais, Agentes de Navegação e serviços afins, reservando ainda áreas para a instalação das agências do BCI, BIC e Banco Sol.
 
 
 
Com a actual capacidade instalada, o Porto fluvial do Soyo recebe a atracagem, em simultâneo, de cinco navios de longo curso/dia, (origem da Europa, América, Ásia e outros países de África), movimentando anualmente mais de sete milhões e 600 toneladas de mercadorias importadas e exportadas.
 
 
 
 
De acordo com o gestor, o movimento de navios de cabotagem nacional, de igual número/dia que o cais é capaz de receber, diminuiu nos últimos tempos, apontando como razões, a inexistência ou fraca frota da Cabotang e Sécil Marítima.
 
 
 
Em termos de receitas, o Porto do Soyo arrecadou, em 2009, mais de 124 milhões de Kwanzas, mais 13 milhões em relação ao ano anterior de 2008, provenientes da cobrança da curta estadia e acostagem de navios que escalam o Soyo.
 
 
 
 
O Porto do Soyo tem 30 anos de existência e foi criado fundamentalmente para apoiar o relançamento das operações da indústria petrolífera, tempos depois da Independência Nacional.





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