Lisboa - A crise económica e financeira terá reduzido em 2,7 porcento o potencial de crescimento da economia portuguesa a longo prazo, segundo os cálculos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).
Os cálculos estão inseridos no relatório "Going For Growth" relativo a 2010, divulgado hoje (quarta-feira) pela organização.
As estimativas da OCDE apontam para que o potencial de crescimento da economia portuguesa a longo prazo tenha sofrido um corte de 2,7 porcento, 1,2 porcento relativos aos efeitos da crise no emprego e 1,4 porcento no que diz respeito aos custos de capital.
Os números para Portugal são negativos neste capítulo, mas ainda assim não é dos piores: a média para calculada dos efeitos da crise no potencial de crescimento para os 30 países da organização aponta para uma queda de três porcento, relativamente ao que aconteceria caso a crise não tivesse acontecido.
A Irlanda e a Espanha terão mesmo sofrido um corte superior a 10 porcento no seu potencial de crescimento, 11,8 porcento para Irlanda e 10,6 porcento para a Espanha.
Nestes casos, a organização alerta que os efeitos negativos da crise no emprego potencial incluem uma redução substancial na força laboral que resulta da inversão dos fluxos de imigração.
Os cálculos da organização baseiam-se em dois critérios essenciais. Em primeiro lugar a queda no potencial emprego, que é principalmente devido ao aumento do desemprego\estrutural e, em segundo lugar, o aumento dos custos do capital.