Luanda – O secretario-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), Abdullah Al Badri, considerou excelente a presidência angolana no cartel, tendo realçado que caso os estatutos permitissem, desejaria mais um mandato para o país.
Ao falar em conferência de imprensa, em Luanda, após o encerramento da 155ª reunião anual da organização petrolífera, Al Badri disse ter trabalhado sempre em harmonia com o presidente cessante da OPEP, o angolano Botelho de Vasconcelos, facto que permitiu conduzir com sucesso os interesses dos 12 membros do cartel.
“Daria a classificação “A” se tivesse que pontuar o período de presidência de Angola”, afirmou a jornalistas, no Centro de Convenções de Talatona (Luanda), Abdullah Al Badri.
Angola recebeu o testemunho da presidência rotativa anual da OPEP a 17 de Dezembro de 2008, na cidade de Oran (Argélia), tendo nesta mesma data o Equador assumido a vice-presidência.
A OPEP é responsável por 79 porcento das reservas mundiais de crude e tem uma forte influência na definição dos preços nos mercados internacionais através do alinhamento das quotas de produção em função do mercado.
O que, por exemplo, em relação a Angola levou a que a sua produção tenha sido oficialmente, no último ano, de 1,650 milhões barris/dia face a um potencial de quase dois milhões.
Os actuais países membros da OPEP são Angola, Argélia, Líbia, Nigéria, Venezuela, Equador, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Irão, Iraque, Kuwait e Qatar.