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27-07-2012 18:51

Olimpismo
Angola-Rússia/Pela primeira vez no torneio de andebol

ANGOP
Angola suscita preocupação dos adversários do torneio olímpico de Londres 2012
Angola suscita preocupação dos adversários do torneio olímpico de Londres 2012
Luanda - Com histórico desfavorável para as campeãs africanas na disputa directa com as russas, medalha de prata em Beijing2008, as selecções de Angola e da Rússia defrontam-se sábado, pela primeira vez, em Londres (Reino Unido), em torneio de Jogos Olímpicos desde a estreia em Atlanta96.
 
As duas equipas conhecem-se e são adversárias em competições mundiais desde 1990, na Coreia do Sul, onde as angolanas perderam para a então União Soviética, antes do seu desmembramento, por 15-28, num período em que o plantel africano marcava os primeiros passos em provas desta envergadura.
 
Nunca cruzaram o mesmo caminho em Jogos Olímpicos, apesar da presença regular neste evento de ambos os conjuntos. O resultado mais recente entre os dois combinados aconteceu no último Mundial2011, disputado no Brasil em Dezembro.
 
Mesmo estando em vantagem ao intervalo (18-17), Angola "desistiu" da discussão do sexto lugar para a Rússia (31-41), com o aproximar do Africano em Janeiro, qualificativo aos Jogos, razão pela qual o conjunto sentiu pouco o peso da derrota.
 
Em seis desafios, as campeãs africanas perderam todos. O resultado mais apertado até agora foi conseguido no Mundial2009, na China, quando forçaram as europeias (12-11 ao intervalo) ao desespero, mas fruto da experiência adversária cairam no limite por 21-23. Seguem-se 17-26 (6-17), 22-26 (11-13) e 27-40 (11-21).
 
A Rússia (principal herdeira das jogadoras da antiga União Soviética) conquistou por duas vezes os Jogos Olímpicos (1976, 1980), além de duas medalhas de bronze (1988, 1992) e uma de prata (2008), pelo que a grande aposta é a luta pelo ouro em Londres 2012.
 
Por sua vez, a equipa sénior feminina de andebol de Angola busca energias do último Mundial2011 para corrigir os erros de Beijing 2008, onde consentiram a pior classificação de sempre em Jogos Olímpicos (última sem vitória e apenas um empate).
 
Para isso, o seleccionador Vivaldo Eduardo "tirou" as jogadoras da cerimónia de abertura do evento para evitar desgaste antes do tão esperado desafio (9h30 de sábado). O técnico tem cinco andebolistas que "estremeceram" a poderosa Rússia, no Brasil, e a presença da experiente meia-distância Marcelina Kiala, ausente do último embate entre si por lesão.
 
Luisa Kiala, com 46 minutos e 11 segundos, foi a mais utilizada na derrota (31-41) em Dezembro de 2011, seguida de Cristina Branco (44:51), Azenaide Carlos (39:04), Joelma Viegas (38:36) e Nair Almeida (35:45). Marcelina foi poupada na altura. Bombo Calandula (43:50) é uma das ausências de vulto, enquanto a Rússia teve em Emilia Turey (41:21) e Natalia Shipilova (35:04) como as mais utilizadas.
 
Em 70 ataques, Angola só conseguiu eficiência em 44%, ao passo que a Rússia em 69 obteve 59%, numa partida em que Shipilova (seis golos), Ludmila Postnova (5), Irina Blinznova (5) e Turey (5) se destacaram na artilharia, e Calandula (5), Luisa, Joelma, Nair e Azenaide (todas com quatro) evidenciaram-se para as africanas.
 
 





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