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20-07-2012 14:36

Polidesporto
Recintos desportivos tiveram múltiplo uso - vice-ministro

Angop
Vice-ministro Albino da Conceição fala sobre infra-estruturas
Vice-ministro Albino da Conceição fala sobre infra-estruturas

Luanda - O vice-ministro para os Desportos, Albino da Conceição, afirmou hoje, em  Luanda, que o uso dos recintos desportivos no país ultrapassou o seu objecto social durante o conflito armado.


Dissertando no workshop do seu pelouro sobre o tema “O estado das infra-estruturas no país, seu aproveitamento para o desenvolvimento do desporto”, o governante disse que ao longo do período de guerra alguns recintos foram transformados em locais de alojamento para deslocados.


Referiu que outros espaços desportivos serviram de armazéns e de salas de aulas, neste último caso os pavilhões adstritos às instituições de ensino.


O prelector acrescentou que na última década, em função dos pronunciamentos do Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre o aproveitamento do desporto, foi implementado um programa de construção e reconstrução de instalações desportivas em todo o país.


De acordo com Albino da Conceição, em 2007 foram construídos mais de 200 campos de futebol em quase todos os municípios de Angola, no quadro da participação inédita da selecção no campeonato do mundo de 2006, na Alemanha, seguindo-se a construção dos quatro estádios que albergaram o CAN2010, e a reabilitação de onze campos para apoio.


Falando para uma plateia de especialistas, dirigentes desportivos e ex-praticantes, o professor de educação física afirmou que tem sido muito difícil a manutenção dos recintos.


Referiu que a situação decorre do facto de durante longos anos ter se vivido em regime de economia centralizada e que a passagem para o sistema de economia de mercado não tem sido pacífica.


O antigo andebolista disse que as rendas adquiridas pelos serviços prestados nos estádios não cobrem os custos de manutenção pelo facto de os clubes furtarem-se aos pagamentos, considerando que se trata de uma responsabilidade do Estado, na qualidade de “dono” dos imóveis.


“Existem clubes e federações como a de futebol e basquetebol que se negam pagar, não o real valor, mas uma quantia mínima em contribuição para a manutenção das instalações, mas que entretanto recrutam atletas a custos do mercado africano”, frisou.
 

Acrescentou que existe no país instalações de qualidade, mas que infelizmente estão a caminho da degradação porque a capacidade de manutenção não é proporcional à velocidade dos eventos desportivos que albergam.

 
Albino da Conceição desmistificou dados segundo as quais a realização de espectáculos culturais e cultos religiosos têm sido a causa da degradação dos imóveis, acrescentando que também são actividades permitidas desde que não atrapalhem o objecto principal que é o desporto.


O responsável denunciou a existência de campos estádios e pavilhões multiusos que não têm sido bem conservados como os 11 campos reabilitados por ocasião da realização do CAN de futebol em 2010.


“É uma situação preocupante face aos investimento do estado”, disse, acrescentado que os proprietários dos imóveis não têm conseguido gerir de forma aceitável, citando como exemplo o estádio do Buraco, na província de Benguela, do Benfica e do Ferroviário, na Huíla.






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