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20-07-2012 7:06

Olimpismo
"Não é completamente desajustado sonhar" com medalha - Rogério Silva

Luanda - O antigo presidente do Comité Olímpico Angolano Rogério Silva admite que se pode alimentar o sonho de medalhar nos jogos olímpicos, que decorrem de 27 deste mês a 12 de Agosto, em Londres, em face da prestação da judoca Antónia de Fátima "Faia".
 
Convidado pela Angop a comentar afirmações que apontam como uma possibilidade o pódio para a judoca Maria Fátima, recente medalha de bronze na taça do mundo de judo, o presidente da Academia Olímpica de Angola alimentou o sonho apoiando-se no histórico desta atleta.
 
"Hoje é possível pensar nisso, porque a nossa judoca ganhou uma medalha num campeonato do mundo. Nos jogos olímpicos também poderá conseguir", afirmou, acrescentando que "no judo acontecem muitas coisas durante um combate.
 
Recordou que há dois jogos olímpicos Faia eliminou uma candidata a medalha em menos de um minuto. "Um golpe, uma distracção do adversário, uma técnica melhor nossa pode conduzir um combate, como também podemos sofrer", declarou Rogério Silva. 
 
Como argumento, referiu o momento actual da judoca: "A Faia neste momento já tem experiência, tem já bastante ritmo competitivo internacional e face aos resultados recentes com destaque para o bronze no Mundial, não é completamente desajustado sonharmos que ela possa ter uma medalha". 
 
"O sonho é possível. A realização do sonho não é assim tão inatingível como será no atletismo ou na natação", admitiu. Angola vai ter a sua oitava participação no evento multidisciplinar mundial sem qualquer medalha. 
 
Entretanto, chamou a atenção para a ausência de um trabalho de continuidade e refere como "bom exemplo" a modalidade de ténis de mesa.
 
"A nível do judo, há quanto anos que se vem só com a Faia. Portanto, não se vê atletas a aproximarem-se dela, há qualquer coisa com o desenvolvimento que não está bem". 
 
Sobre o ténis-de-mesa, referiu que embora não conheça detalhes dos resultados, analisa o seu trabalho de continuidade. Na sua opinião está a fazer um trabalho "bastante bom". 
 
"Procurou parcerias que lhe proporcionaram possibilidade de formação de atletas, começou com as camadas jovens, não se tem abalancado em sonhar com muitas coisas, está a trabalhar com as camadas de base e quase com certeza numa ou duas olimpíadas, vamos ter resultados se estes jovens continuarem na modalidade e mantiverem as parcerias certas". 
 
Rogério justificou a referência a este exemplo porque começou primeiro "numa ousadia bastante grande" do anterior presidente, Tony de Jesus, ao fazer o centro de alto rendimento, localizado no complexo da Cidadela, em Luanda.
  
"Deixou ali uma obra que foi aproveitada pela direcção seguinte e que soube fazer um plano de desenvolvimento e procurar as parceiras adequadas. Outras modalidades devem tirar este exemplo bom de trabalho de continuidade, com vista, não o imediato, mas para o futuro".





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