Luanda - Cerca de 20 mil pessoas deslocaram-se hoje ao estádio 11 de Novembro, em Luanda, para assistir ao jogo amistoso entre as selecções de Angola e da Zâmbia, na estreia do técnico Romeu Filemon à frente dos Palancas Negras. No final aplaudiram.
Ansiosos para avaliarem a prestação dos jogadores, na maioria novatos, os adeptos vestidos com as cores nacionais, como tem sido corrente nos encontros desta dimensão, os espectadores começaram por aplaudir efusivamente a equipa nacional, desde o aquecimento até entrada em campo.
Fora a ausência de Job no onze inicial, tudo estava como era esperado, principalmente a dupla de ataque formada pelos dois goleadores do Girabola (Kembua e Yano). Pelos comentários antes e durante era notória a unanimidade quanto ao ataque. Depois de muita expectativa, começou o jogo. O relógio marcava 16h10.
Cada drible ou remate as vozes ecoavam e os 20 mil pareciam 30. Aos três minutos, Bastos, de cabeça, obrigou o guarda-redes zambiano a uma defesa de recurso e o público vibrou como se de um golo se tratasse. No mesmo minuto, Kembua também mereceu aplausos, rematando para fora quando estava isolado.
Seguiram-se vários lances ofensivos e defensivos, bons e maus, mas golos nada. Djalma, com bons pormenores técnicos, deliciava os presentes, ávidos de golos e bom futebol, com fintas. Mas continuava a faltar o mais importante numa partida.
Na segunda parte, a entrada de Job ajudou os adeptos a puxarem mais pela selecção. Mas neste período a táctica se sobrepôs a técnica e os adeptos esporadicamente apoiavam os Palancas. No final, num sinal de aceitação, os adeptos aplaudiram os jogadores pela exibição.
De uma forma geral, a aposta nos jovens é consensual e tendo em conta o pouco tempo de trabalho a prestação diante da Zâmbia (0-0) é aceitável.