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23-04-2010 10:39

Polidesporto
Dirigente favorável a gestão e rentabilidade das infra-estruturas do Estado

Luanda - O secretário-geral da Federação Angolana de Boxe (FABOXE), Luís Gregório, defendeu nesta quinta-feira, em Luanda, a necessidade da criação de empresas públicas ou privadas para uma melhor gestão dos recintos e novas infra-estruturas desportivas construídas pelo Governo em várias províncias do país.
 
Em declarações à Angop, o responsável federativo afirmou que tal medida, à incidir, principalmente, nos Pavilhões multiusos e quatro estádios de futebol, para o CAN2010, edificados recentemente pelo Estado angolano nas províncias do Huambo, Cabinda, Luanda, Benguela e Huíla, resultaria numa melhor conservação e rentabilidade.
 
"O Governo fez um grande investimento na construção de importantes empreendimentos desportivos em várias regiões. Por isso, é preciso valorizar o esforço tendente ao desenvolvimento deste sector social bastante importante, com acções de manutenção e conservação, dando-se um uso mais racional destes suportes das actividades desportivas", disse.
 
Acrescentou que o Ministério da Juventude e Desportos (MJD) tem uma área que trata das infra-estruturas, que ao projectar-se a construção dos recintos e imóveis específicos do Governo deveria ter-se já em conta a necessidade do estabelecimento de órgãos próprios vocacionados a sua gestão rentabilizada.
 
Questionado sobre as formas de gestão, o também professor de educação física é de opinião que, desde que se respeite os critérios estabelecidos sobre a política de fomento, massificação, expansão e desenvolvimento do desporto nacional, não importa se seja uma gestora do tipo privada ou pública.
 
No que concerne a rentabilização, para Luís Gregório, as federações e associações desportivas deviam pagar pela utilização destes espaços nas suas actividades uma quantia módica, ao contrário de outras entidades extra-desportivas, que desembolsariam valores mais altos.
 
"É preciso aproveitar da melhor forma os espaços existentes nos grandes estádios, para além do próprio campo, com a utilização das salas, restaurantes, cybers, cinemas, lojas, ginásios e outras áreas comerciais. O resultado da exploração destas áreas reverterão à favor da manutenção das mesmas infra-estruturas e aos cofres do Estado angolano"; frisou.
 
Referiu ainda que a tomada de decisão sobre a gestão dos novos empreendimentos deve merecer uma opinião dos respectivos Governos provinciais, a julgar pela realidade desportiva de cada localidade.





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