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08-02-2010 18:12

Futebol
Togoleses reclamam por demissão do presidente da CAF

 

Lomé, Togo - Vários milhares de togoleses manifestaram-se sábado em Lomé para reclamar pela demissão do presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Issa Hayatou, constatou a PANA no local.

 

 

A manifestação segue-se à decisão da CAF de suspender o Togo dos próximos dois Campeonatos Africanos das Nações Futebol (CAN).

 

 

De facto, a 31 de Janeiro último, a CAF suspendeu o Togo dos próximos dois CAN, inflingindo-lhe ainda uma multa de 50 mil dólares americanos.

 

 

Esta decisão choca cada vez mais os togoleses que acusam Issa Hayatou (presidente da CAF) de "querer matar o futebol no Togo".

 

 

Sábado em Lomé, a manifestação foi convocada por associações desportivas e da sociedade civil e vários clubes de adeptos da equipa nacional, os Gaviões, e diversas outras organizações responderam a este apelo.

 

 

"É um erro de mais. Ele (Hayatou) deve partir", declarou no termo da manifestação o presidente da Associação dos Jornalistas Desportistas do Togo (AJST), Hans Masro.

 

 

Nos cartazes, podia-se ler "Demissão Hayatou", "Hayatou, Assassino", "Hayatou, Cúmplice de Assassinos", etc.

 

 

A declaração apresentada pelo colectivo das associações da sociedade civil exige que "Issa Yayatou seja levado à demissão", pois, a seu ver, este último "não merece permanecer à frente da CAF".

 

 

Os manifestantes exigem, ainda "a anulação pura e simples da decisão da CAF, que suspendeu o Togo dos próximos dois CAN por interferências políticas na gestão dos assuntos do futebol".

 

 

Reclamam igualmente "pelo julgamento diante dos Tribunais" dos autores e co-autores do ataque perpetrado contra a delegação dos Gaviões procedente do Congo-Brazzaville rumo à província angolana de Cabinda para participar aos jogos do CAN, bem como a indemnização das famílias dos jogadores mortos durante este ataque.

 

 

Durante a marcha, manifestantes em ira queimaram fotos do presidente da CAF.

 

 

A 8 de Janeiro último, um autocarro da delegação togolesa que deveria participar na XXVII edição do CAN 2010 em Angola, proveniente da Ponta Negra, no Congo-Brazzaville, rumo a Cabinda (Angola), foi atacado por rebeldes no enclave de Cabinda.

 

 

O ataque fez dois mortos, dos quais o treinador adjunto da selecção nacional, Abalo Amélété, e o encarregado da Comunicação dos Gaviões", Stan Ocloo.

 

 

O guarda-redes da equipa, Dodo Kodjovi Obilalé, ferido a tiro a nível da bacia está actualmente sob cuidados médicos intensivos na África do Sul.

 

 

Face a esta tragédia, que fez igualmente vários feridos, o Governo togolês ordenou o repatriamento da equipa, dois dias após o tiroteio, o que levou a CAF a tomar as decisões supracitadas.
 






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