Luanda – A revalidação do troféu africano da 27ª edição da Taça Africana das Nações Orange Angola-2010 pelo Egipto já era previsível, sem desprimor da qualidade técnica e táctica da jovem selecção dos Black Stars, afirmou hoje (domingo), em Luanda, o técnico de andebol João Ricardo.
João Ricardo, que falava à Angop sobre a 7ª vitória dos Faraós em competições africanas, disse que, dado o acompanhamento feito ao combinado egípcio, a equipa já dava mostras que com maior ou menor dificuldade havia de manter o título.
Para si, o jogo foi emotivo e empolgante, porquanto a selecção do Ghana não entrou acanhada e nem se deixou intimidar pelo contínuo ataque dos faraós e
conseguiu dignificar o seu futebol. As duas equipas orquestraram bom jogo merecedor de uma final, honrando assim a organização do evento.
“Os ghanenses nos brindaram com um futebol que não deixou nada a dever qualquer final de futebol continental e bem correspondida pelos cerca de 45 mil adeptos que acorreram ao Estádio 11 de Novembro para testemunhar a final do primeiro CAN realizado no nosso país”, frisou.
Quanto a organização do CAN2010, João Ricardo disse que o evento esteve ao nível de Angola, porque já se deu provas ao continente e ao mundo que em matéria de organização de grandes eventos desportivos o país não fica a dever, se comparados com outras competições de dimensão continental.