Lubango - A falta de meios financeiros está a dificultar o processo de massificação do xadrez, a nível da província da Huíla, informou hoje à Angop o presidente da associação local da modalidade (APX), António Ernesto.
O titular do órgão reitor do "desporto-ciência" na província disse que a situação já se arrasta por mais de cinco anos, o que deixa a associação sem condições para criar estímulos para os técnicos, árbitros e jogadores, envolvidos no processo, o que os leva a desistir.
António Ernesto disse que, para que a modalidade não morra na província, APX criou núcleos de massificação nas escolas e empresas, o que está a permitir que algumas pessoas continuem a praticar, sem avançar quanto precisaria, em termos
monetários, para relançar a modalidade na província.
A falta de verba, segundo frisou, impossibilita também a realização de campeonato provincial, bem como seleccionar representantes da província para as competições nacionais.
Afirmou que a associação responde aos convites de empresas por altura dos seus aniversários para organizar torneios, lamentando o facto de o número de praticantes estar a diminuir e não haver condições, sobretudo, financeiras para formar a nova geração.
A fonte considerou que a Huíla já esteve melhor no xadrez nacional, na década de 90, mas actualmente está de "mal a pior", tudo porque a modalidade não tem apoios, aproveitando para apelar às autoridades competentes no sentido de voltarem a apoiar.
Quando aos meios para prática do "jogo-ciência", afirmou que a associação dispõe de um espaço apetrechado com mesas, cadeiras e tabuleiros disponibilizados pela federação angolana da modalidade (FAX).
A APX controla mais de 50 jogadores, entre amadores e federados.