Por Valentim de Carvalho
Luanda – O seleccionador nacional de basquetebol sénior masculino, Luís Magalhães, inscreveu sábado o seu nome na lista "de ouro" de técnicos vencedores de Afrobasket’s, ao serviço de Angola, ao conquistar o 10º título africano para o país.
Na sua primeira "aventura" a frente de uma selecção, Luís Magalhães alcançou o feito no pavilhão África Union, em Tripoli, diante da selecção ivoiriense, a qual Angola venceu na final da 25ª edição da prova continental, por 82-72.
A frente dos destinos do "cinco" nacional desde Junho último, o português, diga-se, revelou a sua "veia" vencedora, uma vez que demonstrou já tê-la ao serviço do seu 1º de Agosto, com o qual tem ganho tudo que é competição em que participa.
De forma discreta, Luís Magalhães acumula já, além deste mais recente troféu, dois títulos nacionais, duas taças de Angola, uma Supertaça e uma Liga Africana de Clubes, os quais começaram por notabilizar a sua postura vencedora no país.
Após a consagração em terras do mediterrâneo, Magalhães, também conhecido por papa título, torna-se no quinto seleccionador a conquistar para o país um afrobasket, no geral, e o segundo estrangeiro, em particular, sucedendo aos nacionais Victorino Cunha (tri-campeão), o falecido Wladmiro Romero (um título), Alberto de Carvalho "Ginguba" (um título) e o luso-guineense Mário Palma (tetra-campeão).
Na 25ª edição do Afrobasket, a sua odisseia iniciou a 5 deste mês, com vitória diante do Mali por 79-74, e teve a particularidade de não impor "chapa" cem a nenhum adversário, além de uma fase de grupo pouco convincente, o que levou grande parte dos angolanos a algum cepticismo quanto a revalidação.
Depois de dominar a série B, em Benghazi, com vitórias, além do Mali, sobre (Egipto 79-69) e Moçambique (93-50), Luís Magalhães e comandados rumaram para a capital líbia, Tripoli, onde começaram por justificar a hegemonia no continente, ultrapassando sem dificuldades a anfitriã Líbia, por 91-58, a Côte d’Ivoire (88-61), a Nigéria (93-85), a República Centro Africana (84-63) e a Tunísia (79-69).
Uma vez apurada para o próximo mundial, a decorrer na Turquia, em Setembro de 2010, à Magalhães não restava outro objectivo, senão a conquista do seu primeiro título a frente de uma selecção e o 10º para o país, o que não deixou escapar no reencontro na prova com os ivoirenses.
Dentre todas estas, pode-se considerar que Tunísia, Nigéria e na final a Côte d’Ivoire testaram verdadeiramente a pulsação do seleccionador, pois foi diante destes que quase não sentava e nem parava de dar orientações aos seus “pupilos” em campo.
Estas partidas foram difíceis, tendo a selecção apenas conseguido impor o seu basquetebol no terceiro período.
Mas, no final dos 10 dias de competição, felizmente o treinador tem todo o tempo disponível para sentar-se, pois o que esteve difícil até há quatro minuto do final do último jogo acabou sendo ultrapassado graças a inteligência, garra e capacidade competitiva do combinado nacional e Angola alcançou o 10º título por 10 pontos de diferença (82-72).
Entretanto, no decurso de 33 anos (1976/2009) somente os cinco técnicos acima referenciados mereceram a confiança dos dirigentes da Federação Angolana de Basquetebol para dirigir a selecção sénior masculina.
Angola, com 10 títulos, lidera a lista do basquetebol do continente, enquanto o Egipto e Senegal, com cinco cada, ocupam o segundo lugar, seguidos da República Centro Africana e Côte d'Ivoire, ambos com dois. Marrocos vem na quarta posição com apenas um.