Luanda – A directora nacional de energias renováveis, Sandra Cristóvão, defendeu hoje, terça-feira, em Luanda, a necessidade da aprovação de diplomas legais que incentivem o uso e massificação de tecnologias de energias renováveis em Angola, no quadro dos compromissos assumidos a nível internacional e para melhoria da qualidade de vida da população.
Em declarações à Angop, Sandra Cristóvão, referiu que esforços continuam a ser feitos a nível do Ministério da Energia e Águas e outros sectores público-privados, para que o uso das energias renováveis seja cada vez mais concorrida.
Sem avançar datas, referiu estar em curso a elaboração de um livro sobre “Energias Renováveis”, que identifica o potencial desta a médio e longo prazos.
O manual, em fase de revisão estabelece a visão, as políticas, os princípios e os objectivos estratégicos para a promoção e implementação das energias renováveis em Angola.
Em termos de disponibilidade de recursos renováveis, referiu que Angola é um país rico, visto que possui um potencial hídrico estimado em 18 gigawatts (GW), os níveis de radiação solar oscilam entre os 4.5 e os 7.0 kilowatts por horas metros quadrados dia (KWh/m2/dia).
A título de exemplo, disse que só na província do Namibe, a sul do país, foi identificado um potencial eólico que aponta uma velocidade média do vento de 5,2 metros por segundo (m/s) a uma altura de 40 metros.
“Está elaborada a documentação técnica necessária para a construção de um Parque Eólico de 100 MW, no município do Tômbwa, na província do Namibe, com 50 aerogeradores de 2 MW cada”, afirmou Sandra Cristovão.
Tendo em conta este potencial e no quadro das estratégias do sector em colaboração com os seus parceiros, frisou que Angola necessidade de elaborar um “Atlas Eólico”, para a implementação de possíveis projectos, isto de acordo com as zonas identificadas.
A utilização das energias renováveis “amigas do ambiente”, são pouco ou nada poluentes, podem ser usadas de forma descentralizada e estão disponíveis em quase todo o país, segundo Sandra Cristóvão.