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07-02-2012 12:25

Angola
Defendida massificação do uso de tecnologias de energia renovável


Luanda – A directora nacional de energias renováveis, Sandra Cristóvão, defendeu hoje, terça-feira, em Luanda, a necessidade da aprovação de diplomas legais que incentivem o uso e massificação de tecnologias de energias renováveis em Angola, no quadro dos compromissos assumidos a nível internacional e para melhoria da qualidade de vida da população.

 


Em declarações à Angop, Sandra  Cristóvão,  referiu que esforços continuam a ser feitos a nível  do Ministério da Energia e  Águas e outros sectores  público-privados, para  que  o uso das energias renováveis seja cada  vez mais  concorrida.

 


Sem avançar datas, referiu estar em curso  a elaboração de um livro sobre “Energias Renováveis”, que identifica o potencial desta a médio e longo prazos.

 


O manual, em fase de  revisão  estabelece  a visão, as políticas, os princípios e os objectivos estratégicos para a promoção e implementação das energias renováveis em Angola.

 


Em termos de disponibilidade de recursos renováveis, referiu que Angola é um país rico, visto  que possui  um  potencial   hídrico estimado  em  18  gigawatts (GW),  os  níveis  de  radiação  solar oscilam entre os 4.5  e os 7.0  kilowatts por horas metros quadrados dia (KWh/m2/dia).

 


A título  de  exemplo, disse que só na província  do Namibe,  a sul  do país,  foi  identificado um  potencial eólico  que  aponta  uma  velocidade  média  do vento  de 5,2 metros  por  segundo (m/s) a  uma altura de 40 metros.

 


“Está elaborada a documentação técnica necessária para a construção de um Parque Eólico de 100 MW, no município do Tômbwa, na província do Namibe, com 50 aerogeradores de 2 MW cada”, afirmou  Sandra Cristovão.

 


Tendo em conta este potencial e  no quadro das estratégias do  sector  em  colaboração com os seus parceiros, frisou  que Angola necessidade de elaborar um “Atlas Eólico”,  para a implementação de possíveis  projectos, isto de acordo com as zonas identificadas.

 


A utilização das energias renováveis “amigas do ambiente”, são pouco ou nada  poluentes,  podem  ser usadas de  forma descentralizada  e estão disponíveis   em quase  todo o país, segundo Sandra Cristóvão.

 






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