Luanda - O director geral do Centro Integrado de Formação Tecnológica (Cinfotec), José Lourenço, considerou hoje, em Luanda, que o relacionamento com as empresas e a sua instituição tem sido cada vez mais benéfica, tudo isso, com o propósito de se dar ferramentas profissionais aos que precisam.
José Lourenço, que fez esta consideração na conferência de imprensa realizada no quadro da abertura do ano formativo 2012 do Cinfotec, referiu que não há outra alternativa senão conjugarem esforços com as empresas, já que a sua instituição tem como objectivo fazer formação de carácter tecnológico virado à indústria nacional.
“Temos um relacionamento privilegiado com as empresas, via disso, estamos par e passo com a Associação Industrial de Angola (AIA) e com a Câmara de Comércio e Industria, associações que lidam directamente com as empresas”, asseverou.
O director geral fez saber que existem alguns protocolos e acordos já firmados com um número de empresas num total de oito, num âmbito formativo, sendo que, na mesma senda, prevê-se para este ano protocolos a ordem de 10 a 12 empresas.
Além de se manter um contacto directo com as empresas, o Cinfotec, disse o responsável, permite que os estudantes ou pessoas individuais que queiram frequentar os cursos desta instituição podem fazê-lo, o que já tem ocorrido desde a existência do centro há três anos.
José Lourenço disse que, quanto a estes jovens sem vínculo empresarial, não cabe ao Cinfotec inseri-los no mercado do emprego, apesar de existirem empresas que solicitam, algumas vezes, formandos desta instituição, especialmente as do sector petrolífero.
“Temos o interesse que as empresas de forma gradual absorvam os estudantes que não fazem parte das empresas, apesar de não ser a nossa responsabilidade. Temos um projecto em estudo que abarca o binómio formação e emprego, mas de ressaltar um projecto já em execução entre o Mapess e o Governo da Noruega que tem permitido que estudantes formados nestes centros façam estágio em empresas essencialmente petrolíferas, sendo que muitos deles acabam por ser aceites”, asseverou
Relativamente a extensão desta acção formativa tecnológica para as restantes provinciais, José Lourenço, fez saber que existem já planos neste sentido, pelo que, houve uma experiência em 2011 no Huambo e Benguela.
“Assim, aproveitando-se dos centros de formação profissionais e instalações das direcções provinciais do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (Mapess), pretende-se levar acção de formação do Cinfotec, este ano, para Cabinda, Zaire, Lunda Sul e Kwanza Sul”, focalizou.
A escolha destas províncias, em primeira linha, apontou que se deveu ao facto de as mesmas estarem a registar um crescimento em termos de indústrias, como surgimento de empresas e fábricas, notório.