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06-09-2010 13:07

Workshop
Serviços de telecomunicações no país ainda não são os desejados

Angop
Director-geral do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), Domingos Pedro António
Director-geral do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), Domingos Pedro António
Luanda – O director-geral do Instituto Angolano das Comunicações (INACOM), Domingos Pedro António, considerou hoje, em Luanda, que a prestação de serviços na área das telecomunicações no país ainda não é a desejada.
 
 
 
Domingos António prestou essa informação na abertura do workshop sobre “gestão de conflitos” em países de língua oficial portuguesa e espanhola em África, que decorre até ao dia oito deste mês, numa das unidades hoteleiras da capital.
 
 
 
Segundo Domingos António, a sua instituição tem observado por parte do governo e das instituições de telecomunicações um esforço no sentido de melhorar os serviços do ramo que oferecem às populações.
 
 
 
Para a melhoria deste sector, acrescentou, não basta fazer investimentos avultados nas telecomunicações, visto que a qualidade do serviço de telecomunicações depende do melhoramento de outras áreas como a da energia, de que depende o funcionamento regular destes serviços.
 
 
 
Para o responsável, o recurso às fontes de energia eléctrica encarecem os custos de exploração destes serviços e quando estas fontes avariam provocam quebras que transmissão e qualidade do mesmo.
 
 
 
O director do INACOM disse ainda que o referido evento visa, dentre outros assuntos, a troca de experiência entre os técnicos criteriosamente seleccionados pela União Internacional das Telecomunicações (ITU), promotora do evento, visto que a relação reguladores/operadores e operadores/consumidores nem sempre é pacífica.
 
 
 
Por se tratar de relação que geram ou podem gerar conflitos e ITU elegeu este tema que com a participação de países como São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau, bem como Moçambique e Guiné Equatorial, vão encontrar saída comum para uma melhor relação entre os principais intervenientes deste área.
 
 
 
“A realidade angolana ano difere muito dos outros mercados, daí que a especificidade e a tipologia dos conflitos serem semelhantes aos dos outros países, porquanto nenhum dos casos registados no pai foi susceptível de aplicação de uma multa ou de recorrer aos tribunais”, disse.
 
 
 
Por seu turno o secretário da Associação de Reguladores de Comunicações e Telecomunicações da CPLP, Filipe Batista, fez saber que o referido encontro é mais um dos vários que acontecem nos países de língua portuguesa e espanhola, com o objecto de passar a experiência quer de Portugal como da Espanha.
 
 
 
“Para além de ter uma vertente formativa dos quadros destes países, o evento visa melhorar a acção daquilo que é a prestação de serviços no sector das telecomunicações, porquanto o que se espera é que a relação destes intervenientes não seja somente de conflitos e que se encontrem formas suaves de se gerir os mesmos”, disse.





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