Luanda - A participação da mulher no mercado do trabalho e no sistema de ensino português, a partir de 1974, foram hoje apontados, em Luanda, pelo ministro português do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, como factor fundamental do desenvolvimento económico do seu país.
José Mariano Gago, que efectua uma visita de dois dias a Angola para a assinatura de acordo de cooperação entre os dois países no domínio do ensino superior, fez esta revelação num encontro com técnicos angolanos sobre as experiências portuguesas.
Segundo o governante, desde a data a cima referenciada, a mulher passou a ser a força motriz para a evolução do sistema português, ilustrando com dados estatísticos.
Em 1986, o estado português gastava 0,4 por cento do produto interno do país, 10 anos antes precisa de 0.3 por cento.
Contando assim com 6 mil investigadores, o que representava três investigadores em cada duas mil pessoas.
Já em 1997, o estado passou a usar 2,4 por cento, contando com 9 mil investigadores.
Desde 2008, 7,2 por cento, implicando 40.000 investigadores, dos quais 10.000 trabalham nas empresas privadas e 30.000 no sector público.
Com a actual taxa de crescimento existe a previsão de uma subida nos próximos tempos em 10 por cento.
Estes números, de acordo com o responsável, foram conseguidos durante 25 anos.
De acordo com a fonte, Angola ainda precisa de condições sociais, bem como apoio de toda sociedade e de pessoas de vários extractos sociais para atingir tal desiderato.
“A apropriação social é um processo duríssimo, é preciso muito trabalho, educação, expansão do ensino superior e instituições a todo território”, referiu.
Manifestou-se satisfeito com o processo de expansão do ensino superior em Angola, um processo que entrou em funcionamento no presente ano lectivo.