Luanda - O ministro português do Ensino Superior Ciência e Tecnologia, José Mariano Gago, afirmou hoje, em Luanda, que o desenvolvimento do sistema científico de qualquer país passa pela cultura de avaliação externas.
O governante português, que falava num encontro com técnicos angolanos ligados a área do ensino superior, ciência e tecnologia, com objectivo de divulgar a experiência portuguesa no ramo, informou que a maioria dos países não fazem nenhum tipo de investimento científico sem uma prévia avaliação externa feita por indivíduos estrangeiros, e Portugal não fugiu a regra.
Segundo José Mariano Gago, para uma nação que está agora a nascer, é preciso ter em conta que a humildade e a capacidade de ir buscar quem sabe mais é fundamental, bem como a criação de aliança, amizade e generosidade.
Por outro lado, frisou, a avaliação ajuda igualmente no desenvolvimento científico, tendo em conta que os avaliadores passam a aprender muita mais durante o processo e o país ganha uma qualidade de avaliação.
"Aprende-se a ética da verdade e da mentira, que só a actividade científica pode avançar, brindando, assim, o país com a cultura de avaliação externa independente, internacional e pública", referiu.
Outro assunto focado por José Mariano Gago, para o desenvolvimento cientifico, foi a qualificação das pessoas e a expansão do ensino superior em todo território.
“Angola encontra-se numa fase de procura extraordinária de ensino superior, ou seja, de educação”, realçou.
Acrescentando que os angolanos têm vantagem porque experimentam esta oportunidade com recursos, ou seja, com maior probabilidade de obter resultados positivos.
Estiveram presentes no acto a ministra do Ensino Superior, Ciência e Tecnologia, Cândida Teixeira, a reitora interina da Universidade Agostinho Neto, Suzanete Costa, e o secretário de Estado para Ciência e Tecnologia, João Teta.