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13-01-2010 8:32

Retrospectiva2009
Políticas sobre ciência e tecnologia enriquecidas com parcerias estrangeiras

Angop
Edifício Sede do Ministério da Ciência e Tecnologia
Edifício Sede do Ministério da Ciência e Tecnologia
 
Luanda - As políticas sobre ciência e tecnologia ficaram fortalecidas no ano findo, com as relações científicas e tecnológicas que as autoridades angolanas do sector estabeleceram com países do continente e do resto do mundo.
 
Estas relações visaram, nomeadamente, lançar Angola nos patamares de desenvolvimento sustentável que se pretende, tendo em conta também os objectivos do milénio.                                                                     
     
Neste sentido o Ministério da Ciência e Tecnologia (MINCIT), no quadro das suas atribuições de promover, planificar e desenvolver a Política Nacional de Ciência e Tecnologia, assim como avaliar e monitorar o desenvolvimento científico e tecnológico do país, criou comissões que realizaram trabalhos a nível nacional e em alguns Estados como África do Sul, Moçambique, Namíbia, Portugal, Cuba,
Brasil, Japão, França, Hungria, Etiópia e Índia.
 
Para se ter uma dimensão das acções que o pelouro do MINCIT realizou durante o ano findo, com o fito de contribuir com a sua experiência nos vários sectores da vida social, a instituição de forma cronológica traçou um plano de trabalho que começou por reunir no seu seio todas instituições de pesquisa nacionais e internacionais, bem como públicas e privadas.
 
Nesta senda, para dar cumprimento ao Plano de Acção, realizou um encontro de trabalho com os investigadores e técnicos do sector das pescas e comércio, augurando dinamizar a actividade de investigação e inovação tecnológica neste ramo.
 
Foram recolhidos subsídios importantes que valorizem a actividade de investigação por via do reforço ou melhoria da organização do Sistema Nacional de Investigação e Inovação Tecnológica e que visam melhorar o Sistema Nacional de Controlo da Qualidade dos Produtos Alimentares.
 
A instituição realizou a sua I Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia, na qual os angolanos tiveram contacto com as políticas e a legislação sobre o sector, bem como aspectos ligados a biotecnologia e segurança alimentar, energias renováveis e não renováveis, saneamento básico, água e saúde pública, condições indispensáveis para o desenvolvimento de um país.
 
Com o objectivo de melhor interagir sectorialmente com a comunidade técnico-científico, e visando propiciar o reforço e a valorização da actividade cientifica e de inovação tecnológica no quadro da cooperação institucional, o MINCIT trabalhou com os investigadores científicos do Ministério da Saúde.
 
A julgar pela importância pública que o assunto encerra, o órgão responsável pela ciência e tecnologia no país traçou com os investigadores da saúde as várias formas de trabalho com vista a prevenir e tratar as grandes endemias que assolam o país.
 
Neste período, realizaram-se vários workshops, como os regionais sobre Energias Renováveis, Recursos Naturais, bem como sobre os Indicadores de Ciência e Tecnologia: Sua importância para o desenvolvimento socio-económico de Angola.
 
Estes encontros forneceram informações sobre o sistema de ciência e tecnologia, as suas relações com a economia e a sociedade, bem como o grau de cumprimento dos objectivos definidos para o ano findo.
 
Na senda da recolha de subsídios para enriquecer o programa do Ministério, a ministra Maria Cândida Teixeira realizou uma série de reuniões com os responsáveis e quadros das instituições do ensino superior e de investigação científica públicos e privados, nas quais orientou acções de investigação conducentes a resolução de problemas concretos que afligem as populações angolanas, sobretudo os tendentes ao combate à fome e a redução da pobreza.
 
O Governo entende que a economia do conhecimento é a característica mais importante das economias modernas, daí que no seu Programa para o quadriénio 2009-2012 estabelece claramente que "é importante promover parcerias entre instituições do ensino superior e de investigação científica nacionais com outras estrangeiras líderes do conhecimento científico e tecnológico".
 
A promoção destas parcerias deve ter como base a criação de mecanismos que assegurem e facilitem a mobilidade dos investigadores e académicos a nível regional e internacional, factor motivante dos encontros da ministra da Ciência com representantes das missões diplomáticas acreditadas em Angola, como são os casos de Israel, da Federação Russa, Brasil, Índia e de São Tomé e Príncipe.
 
Ainda no período em análise, realizou a sua 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior de Ciência e Tecnologia, sendo que na vertente internacional o MINCIT participou, na condição de observador, na 16ª Sessão do Conselho de Governadores do Centro Internacional para a Engenharia Genética e Biotecnologia.
 
Este centro, um órgão do sistema das Nações Unidas, tem como objecto social o fornecimento de um ambiente educacional e científico do mais alto padrão e realiza pesquisas de inovação em ciências da vida em benefício dos países em vias de desenvolvimento.
 
Com o mesmo objectivo, a governante deslocou-se a Hungria, onde participou no Fórum Mundial de Ciências 2009. Participou ainda no Fórum sobre ciência, tecnologia e inovação, em Kyoto, Japão, bem como esteve no Brasil, onde visitou o Instituto de Estudos Espaciais e constatou os estudos e aplicações tecnológicas que já levaram ao fabrico de vários satélites.
 
No cumprimento da sua missão que visa criar premissas para o desenvolvimento do país, altos funcionários do MINCIT deslocaram-se à Portugal onde participaram na reunião dos ministros da CPLP responsáveis pelas Políticas de Ciências, Tecnologia e Ensino Superior da comunidade.
 
Por: Leopoldino Pertence
 





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