Lubango – O administrador do Parque Nacional de Bicuar, José Maria Kandungo, sugeriu hoje, na cidade do Lubango, província da Huíla, a criação de um instrumento jurídico que possibilite os parques nacionais a implementarem medidas de rentabilização, para que sejam auto-sustentáveis.
Em declarações à Angop, nesta urbe, o ambientalista disse ser necessário que o estado crie uma lei que dê direito aos parques nacionais efectuarem cobranças aos visitantes, atendendo a dimensão económica que os mesmos têm.
Referiu que o parque tem recebido pedidos de turistas nacionais e estrangeiros para visitarem e explorarem a reserva natural, mas devido à ausência de uma lei que autoriza a cobrança, administração limita-se a não receber os visitantes.
“O único parque que faz cobrança em Angola é o da Quissama. Por este ser explorado e gerido por uma empresa e tem autonomia de cobrar, agora os que estão sob gestão do estado têm limitações para o fazer, por falta de um instrumento normativo a respeito”, sublinhou o responsável.
Afirmou que o parque recentemente recebeu obras de reabilitação e apetrechamento das suas infra-estruturas, no entanto urge a necessidade de rentabilizar a área, procedimento que trará benefícios económicos de realce para a província da Huíla.
O Parque Nacional de Bicuar, localizado entre os municípios de Gambos, Matala e Quipungo. Tem uma dimensão de sete mil e 900 quilómetros quadrados.