Luena - O abate indiscriminado de árvores para lenha e fabrico de carvão vegetal e as queimadas para a caça e outras práticas, neste período de cacimbo, preocupam a direcção do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF) no Moxico.
O director local do IDF, Isaac Victor, que manifestou esta inquietação, disse que a pressão sobre a flora, com recursos a estas práticas, provoca muitas consequências ambientais, quer ao próprio homem como para outros seres vivos.
“As queimadas consecutivas limitam a regeneração natural das árvores para a cobertura flora”, explicou, ao condenar este comportamento incorrecto da população.
Apontou a floresta da periferia da cidade do Luena como a mais devastada pelos munícipes.
“Não para o corte de paus para construção de casas ou para agricultura, mas sim para o fabrico de carvão para fins comerciais”, disse.
Isaac Victor disse que a sua instituição tem iniciativas de repovoamento florestal nos novos bairros que estão a nascer, colocando à disposição da população mais de 10 mil plantas ornamentais e florestais de forma grátis.
De acordo o responsável do IDF, os novos bairros que estão a surgir na periferia da cidade do Luena estão desprovidas de árvores que para sombra como para ornamentação.
As árvores, segundo ele, têm muitas utilidades, protegem o solo das enxurradas e dos ventos, servem de habitat para os animais selvagens, razão pelo qual é imperativo o homem proteger e conservar a flora, tal como a fauna.
A província apresenta uma rica flora, com uma diversidade de árvores.
Depois de Cabinda, o Moxico aparece em segundo lugar na exploração de madeira.
Nas florestas do Moxico habitam vários animais, como onças, nunces, lebres, pacaças, elefantes, leões, palanca, macacos, várias espécies de aves e répteis, entre outros.
No Moxico se conhece o Parque Nacional da Cameia, com14.450 quilómetros quadrados, o segundo maior em Angola, depois do Parque Nacional de Iona, com uma área de 15.150 quilómetros quadrados, no Namibe.
Também são conhecidas entre outras Reserva Florestais, a do Katupe, do Lucusse, do Kassai, do Mucondo, de Luizavo, do Luena, todas com áreas que variam entre 400 a 2.000 quilómetros quadrados e ricas em espécies florestas e animais.