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20-06-2012 19:08

Brasil
Angola tem consumo per capita de energia abaixo da media africana

Rio de Janeiro (Dos enviados especiais) - O consumo actual per capita de energia em Angola, que se encontra na ordem dos 70 por cento abaixo da media africana, coloca-o entre as Nações que, a nível mundial, menos emitem gases de efeito de estufa produzido anualmente com origem do sector energético.
 
De acordo com o documento do Ministério da Energia e Águas entregue à imprensa nacional na conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, descreve que os 70 porcento estão representados apenas em 1,5 do consumo total anual de energia em África.
 
”As emissões angolanas neste sector pesam menos de 0,04 porcento nas cerca de 30 giga toneladas (GT) dióxido de carbono actualmente emitidas a nível mundial”, lê-se no documento.
 
Mais de 85 porcento dos recursos para a produção, transporte e distribuição de energia que Angola apresentara a partir de 2017 estão a ser implementadas actualmente, em cumprimento do programa de desenvolvimento nacional para o sector energético, em execução pelo Ministério da Energia e Águas.
 
Este desenvolvimento estrutural aproveitara essencialmente o elevado potencial que Angola apresenta em energia hídrica da ordem dos 18 giga watts de potencial instalada e, pelo menos, 100 watts hora de produção energética anual, estando actualmente aproveitados menos de 4,5 porcento deste potencial.
 
O aproveitamento estará de igual modo consubstanciado no potencial da biomassa no planalto central nas províncias a norte, substituindo a queima tradicional Xe carvão, única fonte significativa de emissões de gases de efeito de estufa no meio rural.
 
No quadro das iniciativas de desenvolvimento sustentável, o governo angolano aproveitara de igual modo o potencial solar/fotovoltaico e o eólico, acções que já tiveram inicio com a recuperação do Parque Eólico do município do Tombwa, exemplo representativo desta estratégia de complementaridade e de Produção de proximidade.
 
Este vai permitir estabelecer soluções especificas de produção de proximidade, isoladas ou integrais na rede nacional de apoio a comunidades rurais e interiores.
 
Angola demonstra assim estar já efectivamente a configurar-se como uma das mais limpas, competitivas e sustentáveis economias emergentes do mundo, mostrando ainda estar a evoluir para a autonomia energética, podendo usufruir de um cabaz energético diversificado e suficiente para suportar a progressão da procura nacional/regional, no âmbito da futura integração de redes eléctricas de transporte na SADC.
 





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