Luanda – Comemora-se hoje e domingo o Dia Mundial das Aves Migratórias, celebrado anualmente desde 2006 por iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA.
A efeméride, que se comemora no segundo fim-de-semana do mês de Maio, tem como objectivo conscientizar a população sobre a importância da sua protecção e dos seus hábitats. As aves migratórias são ameaçadas pela mudança no uso da terra, mudanças climáticas, caça e poluição.
O lema deste ano é "As aves migratórias e a gente: juntos através do tempo", com o fim de dar a conhecer a estreita relação entre as aves e as diferentes culturas, assim como a interdependência e a sua importância na cultura, economia e ciência.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), 12,4% (1.227) das 9.865 espécies de aves migratórias estão ameaçadas. Além disso, a ONU reporta que até 31 espécies se encontram na lista vermelha da União Mundial para Conservação da Natureza.
Entre elas aparecem o periquito-de-ventre-laranja (neophema chrysogaster), o maçarico-de-bico-fino (numenius tenuirostris), a íbis-eremita (geronticus eremita), o abibe-sociável (vanellus gregarius) e o albatroz-das-galápagos (phoebastria irrorata).
Esta diminuição, causada por mudanças ambientais, está a acontecer “em todos os principais corredores de migração que as aves utilizam para percorrer milhares de quilómetros entre os locais de nidificação e aqueles onde passam o Inverno”, explica o PNUA.
Actualmente, 41 porcento das 522 populações de aves aquáticas migratórias que percorrem itinerários que ligam a África e a Eurásia estão a registar diminuições. Além disso, o número de aves canoras migratórias que utilizam os mesmos corredores também está a diminuir.
“O número de aves das florestas boreais do Hemisfério Norte que migram do Norte do Canadá para a América do Sul apresenta uma diminuição acentuada porque estas aves estão a perder os locais de nidificação nas florestas”, informa o PNUA.
"As aves migratórias são das criaturas mais extraordinárias do planeta e, em muitos países, a observação de aves é uma actividade de lazer e turismo economicamente importante", disse Achim Steiner, Director Executivo do PNUA.
"Mas as aves migratórias são mais do que isso. A sua dependência de habitats e ecossistemas saudáveis significa que são importantes indicadores que permitem determinar se a comunidade internacional está verdadeiramente a tentar corrigir o declínio e erosão do património natural do planeta".