Luanda - Oitenta Chefes de Estados de diversos países do mundo, dos 120 previstos, já confirmaram a sua participação na Cimeira das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável a decorrer de 20 a 22 de Junho deste ano, no Brasil.
Falando na Reunião de Ministros do Ambiente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre os preparativos desta cimeira, a secretaria de Estado para Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, Samira Crespo, disse que 250 milhões de dólares norte-americanos poderão ser gastos por este país para a realização deste importante evento.
Samira Crespo, disse ainda que 193 Estados membros da Organização das Nações Unidas vão participar deste encontro, com uma participação de 50 mil pessoas.
Ainda no quadro da apresentação organizativa e logística para a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável-Rio+20, que vai decorrer na Barra de Tijuca (Brasil), referiu que as condições continuam a ser criadas para que o evento decorra sem sobressalto.
No quadro desta cimeira o Governo do Brasil criou uma comissão multisectorial que trabalham de forma árdua.
“Vamos reunir e acolher personalidades de muitos países, de muitas tendências para podermos falar de muitos aspectos em torno do desenvolvimento sustentável”, realçou.
Acrescentando que pela sua importância, não se quer que este evento seja apenas de “papel”, mas sim, uma agenda forte e de sustentabilidade.
A principal mensagem que se quer transmitir, segundo Samira Crespo, é fazer passar o passado, olhar o presente e o futuro com muito realismo.
“Rio+20 não é uma reunião de discutir conceitos, mas de uma agenda pragmática”, reiterou.
Com três pilares básicos a dialogar nomeadamente: economia, social e ambiente, nesta cimeira do Rio -20, o Brasil augura ver reforçado o papel multilateralismo, como solução para os desafios de desenvolvimento global, debater novas formas de enfrentar a crise sob uma abordagem integrada e inovadora.
Entre vários temas agendados, serão apresentados questões relacionadas com a crise económica internacional, água, oceanos, cidades e inovações, empregos e migração, segurança alimentar, combate à pobreza e economia e desenvolvimento sustentável.
O evento da CPLP foi produzido uma declaração de Luanda, onde consta algumas considerações em torno da cimeira Rio-20.