15-02-2012 18:26
Tempo
Inamet divulga previsão sazonal trimestral para Angola
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| Director-geral para área técnica do Inamet, Francisco Osvaldo. |
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Luanda – O Instituto Nacional de Meteorologia Geofísica (Inamet) procedeu hoje, quarta-feira, em Luanda, a divulgação de uma previsão climática sazonal para as diferentes regiões do país (Norte, Centro e Sul), durante os meses de Fevereiro, Março e Abril do corrente. Falando em conferência de imprensa, o director-geral para área técnica do Inamet, Francisco Osvaldo, esclareceu que devido a enorme extensão geográfica do território nacional e à grande diversidade das quantidades de precipitações, a sua instituição teve de dividir o país em três regiões homogéneas em termos de comportamentos climáticos. Deste modo, a fonte realçou que durante o referido período, para a denominada região um (1), que compreende as províncias de Luanda, Bengo, Benguela, Kwanza Sul, Namibe, Cunene e parte da Cabinda, será registada precipitação (chuva) abaixo do normal, com variações entre 150 a 200 milímetros por metro quadrado. “ Não quer dizer que não vai chover, haverá chuva, mas em quantidades inferiores àquelas que estamos habituados neste período e, muito provavelmente, podemos ter o nível mais crítico que a acontecer relativamente ao mês passado “, esclareceu. Já na região dois (2), segunda a divisão territorial do Inamet, que engloba parte da província de Cabinda, Zaire, Uíge, Malange, Kwanza Norte, Huambo, Bié e parte Este do Kuando Kubango, prevê-se chuva normal com tendência acima da média, com média acumulada de precipitação de 350 mm por metro quadrado, ou seja, teremos chuva habitual para o período de Fevereiro à Abril. Para a região três (3), constituída pelas províncias da Lunda Sul, Lunda Norte, Moxico e parte do Leste do Kuando Kubango, onde a média acumulada de precipitação de 450 mm por metro quadrado, antevê-se a ocorrência de chuva normal com tendência para acima da média, segundo Francisco Osvaldo. De igual modo, a fonte explicou que tal fenómeno (escassez de chuvas nesta época do ano) está a acontecer devido a variabilidade de baixa frequência na circulação geral da atmosfera e a fenómenos como o La Ninha. O fenómeno La Ninha, que é o oposto ao El Ninho, corresponde ao resfriamento anómalo das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Central e Oriental formando uma “piscina de águas frias” nesse oceano. Trata-se de um fenómeno natural que produz fortes mudanças na dinâmica geral da atmosfera, alterando o comportamento climático. Nele, os ventos mostram-se mais intensos que o habitual, faz com que o verão seja mais ameno com baixas temperaturas e as águas mais frias, que caracterizam o fenómeno. Observa-se, ainda, uma intensificação da pressão atmosférica no Pacífico Central e Oriental em relação à pressão no Pacífico Ocidental.
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