Luanda - Sessenta e duas mil toneladas e 186 kilogramas de substâncias regulamentadas pelo Protocolo de Montreal foram introduzidas em Angola, no período de 2003 a 2011, segundo dados obtidos a partir dos Serviços Nacional das Alfandegas.
A oficial da Unidade Nacional de Ozono do Ministério do Ambiente, Ivone Antónia Pascoal, disse hoje, terça-feira, à Angop, que as substâncias importadas traduzem-se em clorofluorcarbonos (CFCs), halons, clorofórmio de metilo, tetracloreto de carbono, hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) e brometo de metilo.
Dessas substâncias, de acordo com Ivone Antónia Pascoal, a República de Angola consome mais os clorofluorcarbonos (CFCs) e os hidroclorofluorcarbonos (HCFCs) nos sectores de refrigeração e ar condicionado.
“ A emenda de Montreal recomenda os países signatários na aplicabilidade os regulamentos sobre as substâncias que empobrecem a Camada de Ozono”, lembrou a oficial.
Com a aprovação em Junho de 2011 do regulamento que estabelece as regras sobre produção, exportação, reexportação e importação de substâncias, equipamentos e aparelhos possuidores de partículas nocivas, os trabalhos de fiscalização e sensibilização da população estarão cada vez mais reforçados, no quadro dos compromissos assumidos a nível internacional.
No âmbito do controlo das importações, o Ministério do Ambiente, através da Unidade Nacional da Camada de Ozono, vai dar continuidade à formação de quadros em identificação de substâncias contra este estrato da atmosfera dos serviços das alfandegas, polícia económica, fiscal, do comércio, guardas fronteiras.
Técnicos dos sectores de refrigeração e ar condicionado é outro grupo que vai beneficiar-se de formações, com vista a aplicação das tecnologias ambientais, segundo Ivone Pascoal.
Assembleia Nacional aprovou a adesão da República de Angola à Convenção de Viena e Protocolo de Montreal aos 11 de Junho de 1998 e tornou-se Parte signatária aos 17 de Maio de 2000.