Luanda - O Executivo angolano continua a envidar esforços no sentido de incentivar cada vez mais a implementação das tecnologias ambientais, sobretudo no sector económico, para um futuro mais verde em Angola, afirmou hoje, sexta-feira, em Luanda, o vice-ministro do Ambiente Syanga Abílio.
Syanga Abílio, que falava na abertura do ciclo de debates sobre “Tecnologias Ambientais”, no âmbito da Semana Nacional do Ambiente, por ocasião do “31 de Janeiro”, Dia Nacional do Ambiente, realçou a importância das tecnologias que promovem o desenvolvimento sustentável.
A promoção das tecnologias ambientais, para o vice-ministro, nos vários sectores da vida económica de Angola faz parte das políticas e estratégias do sector, bem como a educação e consciencialização da sociedade.
“Se por um lado é necessário educar as pessoas a cultivarem valores, comportamentos, hábitos e competências voltadas à protecção e prevenção ambiental, por outro, é importante educar os vários sectores da economia, sobretudo do sector produtivo que explora e transforma os recursos”, defendeu Syanga Abílio.
Considerando as tecnologias ambientais como todas aquelas que são tidas como “amigas do ambiente”, isto é, menos nocivas, todos devem participar na sua promoção para uma melhor qualidade de vida das populações.
Numa altura em que cresce a temática ambiental na agenda mundial, o vice-ministro reafirmou que o Executivo angolano pretende para o país, uma nova visão de sustentabilidade e um novo posicionamento no quadro internacional do uso das tecnologias ambientais.
Para alcançar tais objectivos, defendeu a necessidade da planificação de um futuro a longo prazo, devendo os programas dos sectores estarem alinhados no contexto económico, social e ambiental.
O Ministério do Ambiente já elaborou o plano estratégico sobre tecnologias ambientais para o período 2012 a 2017, onde estão definidas acções de educação e promoção do uso deste meios, asseguramento e monitoramento da execução de programas e projectos para os variados sectores.
No quadro do crescimento constante do mercado mundial das tecnologias ambientais nos últimos anos, esforços continuam a ser envidados para que Angola siga cada vez mais o mesmo caminho, com base na legislação ambiental em vigor para o
controlo rigoroso do seu cumprimento.
“As tecnologias ambientais surgem como um instrumento em que o país deve enveredar de forma a assegurar um futuro melhor para todos”, sublinhou.
Para a implementação das tecnologias ambientais no contexto angolano é essencial o envolvimento de alguns actores como o próprio Executivo na qualidade de orientador, os fornecedores de soluções, utilizadores de tecnologias, investidores e instituições académicas.
Neste ciclo de palestras sobre tecnologias ambientais, estão a ser analisadas e discutidas questões relacionadas com energias renováveis, novas tecnologias na prevenção de incêndios, recolha e reciclagem de fluidos nos sectores de refrigeração e ar condicionado e regulamento das substancias que empobrecem a Camada de Ozono.
O evento decorre no Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia, nesta cidade, onde dezenas de estudantes, empresários e interessados trocam experiências.