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16-01-2012 13:24

Biodiversidade
Criação da área transfronteiriça da floresta de Maiombe em discussão

Angop
A preservaçaão da fauna é um dos principais objectivos
A preservaçaão da fauna é um dos principais objectivos

Luanda - Responsáveis do Ambiente e dos Recursos Naturais de Angola, Gabão, do Congo Democrático e do Congo Brazzaville reúnem-se, de 19 a 20 deste mês, em Luanda, para reverem a situação da criação da área transfronteiriça da floresta do Maiombe.


O encontro, a acontecer depois da assinatura do memorando tripartido em 2009 na província de Cabinda, vai decorrer numa das unidades hoteleiras desta  cidade, de acordo com um documento a que a Angop teve hoje acesso.


Este evento contará ainda com a  participação de  técnicos dos  respectivos  países,  representantes  do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e outros parceiros.


Será  revista a estratégia  de implementação,  o plano de  acção  e outros projectos  que  vão  permitir  a criação  desta área transfronteiriça  de  conservação da  floresta  de Maiombe que cobre a norte (Cabinda),  Angola e parte dos dois congos.

 

De acordo ainda com o documento, a  área de implementação envolve  as províncias  de  Cabinda (Angola), Baixo  Congo, a Reserva  de Luki (RDC),  Kouilou  e  a Reserva de Dimonika (Congo-Brazzaville). 


No  caso de  Angola,  a  área proposta  estende-se  desde o município  de Buco-Zau  até  Belize, incluindo  a antiga  Reserva  florestal  de  Cacongo, onde  constata-se  a sua  biodiversidade  preservada.

 

A florestal   Guineo-congolesa, representada  maioritariamente  pela floresta de Maiombe,  é  um dos   grandes  biomas  de Angola.


Esta  estende-se desde  a República  Democrática  do Congo  até ao  Gabão, passando  por  Angola e  a República  do Congo (Brazzaville).


Com uma  extensão  de mais de  dois mil  quilómetros  em Angola,  a floresta de Maiombe  é  a mais  rica floresta angolana em termos de  diversidade especifica.


De  acordo com o documento do Ministério do Ambiente,  é  a única floresta  angolana que alberga  espécies  de  dois  grande primatas,  o  chimpaze “Pan  troglodytes”  e  o gorila  da espécie “Gorrilla Gorilla”.


A  floresta  de Maiombe  e a sua biodiversidade  estão hoje  em dia em ameaças devido às  pressões  humanas  ligadas principalmente  com a exploração  selectiva  e não  sustentável  de madeiras,  agricultura  itinerante  e a caça  furtiva.


Considerando essas  ameaças,  a Organização  Mundial para a Conservação  da Natureza (IUCN)   no seu trabalho  sobre  avaliação  do estado  actual meio-ambiente  em Angola (1992), recomendou  a criação  de uma  área de conservação.


Já  a SADC, no seu  relatório  sobre possíveis  áreas  transfronteiriças  de conservação,  recomendou  igualmente  a criação  da “Área  Transfronteiriça  de Conservação de Maiombe”.






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