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10-09-2010 1:46

Benguela
Ministra do Ambiente admite despovoamento do Parque da Chimalavera

Benguela - A ministra do Ambiente, Fátima Jardim, admitiu nesta quinta-feira que o Parque Natural Regional da Chimalavera, 20 quilómetros a Sudeste da cidade de Benguela, está despovoado, com tendência para a desertificação e sem infra-estruturas completas para o aproveitamento do seu potencial turístico.

 

 

A governante falava à imprensa no final de uma visita de constatação sobre o actual estado daquele espaço natural, durante a qual anunciou uma parceria com a empresa Emogestin, de modo que se faça um programa de aproximação e de conservação da riqueza da biodiversidade face ao extraordinário potencial do parque.

 

 

Disse ser possível o repovoamento da fauna e a reflorestação da Chimalavera, ainda que sejam dispendiosas, tendo indicado que no Programa do Ambiente para 2011 o Executivo dará primazia à transformação dos parques em um instrumento de aproveitamento e de inserção na sustentabilidade do desenvolvimento.

 

 

Fátima Jardim considerou que, embora seja possível mudar esse cenário nos próximos tempos, o Parque da Chimalavera ainda não está convenientemente destinado, porque nele há interesses tanto para a  biodiversidade quanto para  pesquisas arqueológicas.

 

 
Avançou que no orçamento revisto este ano já se pode ver alguma contribuição do Executivo para esta área, tendo esclarecido que o programa a respeito do Parque da Chimalavera, cuja principal atracção é a cabra de leque e o macaco da savana, é de longo prazo.

 

 

Informou que pretende-se, a par disto, uma intervenção imediata no parque até ao primeiro semestre de 2011, por intermédio do estabelecimento de uma parceria com a Emogestin em relação à instalação de elementos propícios ao fomento do turismo no local.

 

 

“Uma equipa do Ministério do Ambiente vai ser enviada à Chimalavera, com o auxílio do Governo Provincial de Benguela, para realização de estudos que ajudem na elaboração de um programa conjunto, de forma que o parque se constitua num objectivo, cuja biodiversidade proporcione laser à população”, referiu.

 

 

Por enquanto, acrescentou, está-se a apreciar e a ver de maneira mais detalhada um contracto programa que vai unir as partes em nível de responsabilidade e de interesses, que da parte do Estado vão ao encontro da preservação da rica biodiversidade.

 

 

“Como se trata de um parque, temos interesses em cada vez mais preservar e protegermos as nossas riquezas naturais”, realçou a ministra, que também notou que os promotores de investimentos para vertente turística, por exemplo a Emogestin, vão ser parceiros neste quadro estratégico.

 

 

Chamou a atenção dos investidores de que na base deste contrato programa são estabelecidas parcerias, mas a propriedade de todos os parques nacionais, regionais, áreas de conservação, reservas parciais e integrais pertence ao Estado, em nome dos cidadãos.

 

 

Revelando a inexistência de zonas cinzentas no país, a ministra asseverou que se está a elaborar um programa que será apreciado no Conselho Consultivo do sector, previsto para os dias 14 e 15 deste mês, para que se afine a parceria que se pretende seja possível no futuro e uma nova alternativa de desenvolvimento no aproveitamento das riquezas naturais para transformação dos parques.

 

 

A flora do Parque da Chimalavera é dominada por estepe sub-litorânea com algumas espécies de acácias. Dentro da reserva não existem rios nem lagos à superfície, tornando, por isso, oneroso o abastecimento de água aos animais.

 

 

A Chimalavera, a principal reserva natural da província de Benguela, com uma superfície de 150 quilómetros quadrados e uma altitude que vai dos 50 aos 265 metros, foi estabelecida como Reserva Especial a 05 de Junho de 1971, e classificada como Parque Natural Regional desde 15 de Abril de 1974.

 

 

O Parque Regional da Chimalavera compreende uma planície elevada rodeada por montanhas, cuja temperatura média anual é de 23,5 °C e a humidade de 77%.

 

 
A província de Benguela conta ainda com a Reserva Parcial do Búfalo, cujo nome se deve ao búfalo preto e foi criada em 1974. Tem 400 quilómetros quadrados de superfície e possui fauna variada.





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