Luanda - O Ministério do Ambiente vai passar a cobrar taxas de licenciamento aos operadores turísticos e empresas que exerçam serviços no interior do Parque Nacional da Kissama, anunciou hoje, em Luanda, a titular do sector, Fátima Jardim.
A governante, que se deslocou ao referido parque para a reafirmação da autoridade do Ministério, observou que existem várias empresas que exercem exploração comercial na região, com realce para o turismo, sem a devida autorização do órgão de tutela.
Para inverter o quadro, Fátima Jardim defendeu a conservação dos parques e melhorar os mecanismos de gestão, tarefa para a qual pediu a colaboração de todos os sectores intervenientes, no sentido de se evitarem actos de contraversão à lei dos recursos ambientais existente no país.
"Nós estamos a fazer estudos de requalificação dos parques, não só da Kissama, mas de todo o país, por formas a que sejam áreas de excelência, com aproveitamento da biodiversidade e outras riquezas de que dispõem", asseverou a governante.
Fátima Jardim, que falava numa reunião mantida no parque com responsáveis de distintos sectores, dentre os quais vice-ministros,
directores nacionais e a administração da área, disse que com o advento da paz, os parques nacionais devem ter um tratamento cuidado para atrair e proporcionar um clima saudável aos turistas.
"Queremos implementar outra dinâmica na forma de funcionamento dos parques", insistiu a ministra, que reconheceu a existência de dificuldades matérias e humanos para a prossecução cabal do projecto.
Todavia, concluiu que com o apoio e colaboração de todos, os parques poderão, num futuro próximo, apresentar um outro figurino.
O Parque Nacional da Kissama, localizado na província do Bengo, recebeu, em 2001, animais provenientes do Botswana e da África do Sul, contando, actualmente, com um aumento de elefantes de 35 para 65, enquanto o número de zebras cresceu de 12 para 70.
A administração do parque controla ainda 70 gnus, 100 de gungas e 14 de girafas, para além de outras espécies animais.
Estabelecido como Reserva de Caça em 16 de Abril de 1938, e elevado a condição de Parque Nacional em 11 de Abril de 1957, o Parque da Kissama ocupa uma área de 9.600 quilómetros quadrados.
Tem como limites naturais a norte o rio Kwanza, desde a sua foz até à Muxima, a sul o rio Longa, entre a foz e a estrada Mumbondo Capolo, a oeste pela linha da costa entre a foz dos rios Kwanza e Longa, e a leste a estrada que vai da Muxima, Demba-Chio, Mumbondo e Capolo até ao rio Longa.
A sua fauna, de especial importância, é o manatim africano, a palanca vermelha, o talapoim e as tartarugas marinhas.