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03-03-2010 17:40

Ambiente
Angola prepara projectos nacionais para Mercado de Carbono

Angop
Ministra do ambiente, Fátima Jardim na 1ª reunião da AND
Ministra do ambiente, Fátima Jardim na 1ª reunião da AND

Luanda - O Ministério do Ambiente está a preparar 15 projectos de várias dimensões de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MLD), para colocar naquilo que se designa internacionalmente "Mercado de Carbono".

 

 

O facto foi avançado quarta-feira, em Luanda, pela titular da pasta, Fátima Jardim, na abertura da 1ª Reunião da Autoridade Nacional Designada (AND), uma agência governamental obrigatória que autoriza o desenvolvimento de projectos de MDL, quando as acções aderem aos critérios do país para o desenvolvimento sustentável.

 

 

Estes projectos, que devem estar ligados à possibilidade de redução de emissões de gases de efeito de estufa, estão relacionados com a melhoria da qualidade de água, distribuição de energia eléctrica, agricultura, minas e produção mineira, transportes, construção, industriais e outros.

 

 

“Queremos referir que dessa forma Angola reforçará a capacidade de maximizar as vantagens do mecanismo de flexibilidade criados pelo protocolo de Kyoto, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas”, disse.

 

 

O Mercado de Carbono, de acordo com Fátima Jardim, está cada vez mais competitivo ao nível do mundo, uma dinâmica que para si, constitui uma questão adaptável que poderá mudar a vida organizacional dos países, sobretudo em desenvolvimento.

 

 

De acordo com a ministra, este mercado de comercialização de carbono está a movimentar este ano 30 milhões de dólares norte-americanos, montante aberto à participação de países em desenvolvimento, principalmente pelo facto de emitirem poucas quantidades de gases de efeitos de estufa (GEE) para a atmosfera.

 

 

“Estamos interessados em modelar o clima do futuro, contribuindo desta forma para uma visão comum, que requer compromissos acrescidos no quadro do desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento”, referiu a  governante.

 

 

Assim, Angola, através do Ministério do Ambiente e seus parceiros, procura oportunidades através de actividades de coordenação, para que a Autoridade Nacional Designada (AND) possa ter capacidade não só em recursos humanos e logísticos disponíveis, para que atinja resultados produtivos.

 

 

Lançou o repto aos países industrializados para que se associem aos desafios de Angola, no que toca a sua construção e reconstrução, com bases modernas e sólidas.

 

 
Este primeiro encontro contou com a presença do secretário de estado da energia, João Borges, assim como representantes de vários sectores na qualidade de membros integrantes da Autoridade Nacional Designada (AND), criada pelo decreto número 02/10 de 13 de Janeiro. 





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