Luanda - O Ministério do Ambiente está a preparar 15 projectos de várias dimensões de Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MLD), para colocar naquilo que se designa internacionalmente "Mercado de Carbono".
O facto foi avançado quarta-feira, em Luanda, pela titular da pasta, Fátima Jardim, na abertura da 1ª Reunião da Autoridade Nacional Designada (AND), uma agência governamental obrigatória que autoriza o desenvolvimento de projectos de MDL, quando as acções aderem aos critérios do país para o desenvolvimento sustentável.
Estes projectos, que devem estar ligados à possibilidade de redução de emissões de gases de efeito de estufa, estão relacionados com a melhoria da qualidade de água, distribuição de energia eléctrica, agricultura, minas e produção mineira, transportes, construção, industriais e outros.
“Queremos referir que dessa forma Angola reforçará a capacidade de maximizar as vantagens do mecanismo de flexibilidade criados pelo protocolo de Kyoto, no âmbito da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas”, disse.
O Mercado de Carbono, de acordo com Fátima Jardim, está cada vez mais competitivo ao nível do mundo, uma dinâmica que para si, constitui uma questão adaptável que poderá mudar a vida organizacional dos países, sobretudo em desenvolvimento.
De acordo com a ministra, este mercado de comercialização de carbono está a movimentar este ano 30 milhões de dólares norte-americanos, montante aberto à participação de países em desenvolvimento, principalmente pelo facto de emitirem poucas quantidades de gases de efeitos de estufa (GEE) para a atmosfera.
“Estamos interessados em modelar o clima do futuro, contribuindo desta forma para uma visão comum, que requer compromissos acrescidos no quadro do desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento”, referiu a governante.
Assim, Angola, através do Ministério do Ambiente e seus parceiros, procura oportunidades através de actividades de coordenação, para que a Autoridade Nacional Designada (AND) possa ter capacidade não só em recursos humanos e logísticos disponíveis, para que atinja resultados produtivos.
Lançou o repto aos países industrializados para que se associem aos desafios de Angola, no que toca a sua construção e reconstrução, com bases modernas e sólidas.
Este primeiro encontro contou com a presença do secretário de estado da energia, João Borges, assim como representantes de vários sectores na qualidade de membros integrantes da Autoridade Nacional Designada (AND), criada pelo decreto número 02/10 de 13 de Janeiro.