Luanda - Técnicos do Ministério do Ambiente iniciaram, há dois meses, um estudo sobre a real distribuição e situação de Manatim (Peixe Boi), em alguns rios de Angola e lagoas adjacentes, com vista a sua conservação.
O coordenador deste estudo, Manuel Xavier, disse hoje (terça-feira) à Angop que os trabalhos iniciaram no rio Dande (província do Bengo) e nas lagoas adjacentes destes, Lbéngua e Ulua, onde foi descoberto a existência deste mamífero de água doce.
“A distribuição deste animal é mal conhecida em Angola e pretendemos com este trabalho saber a sua localização, visto que está classificada como uma espécie em via de extinção”, referiu o técnico do Ministério do Ambiente.
Estudos feitos previamente, de acordo com a fonte da Angop, revelaram a presença de Manatim apenas nos rios Kwanza, Longa e Chiloango (Cabinda).
Com o objectivo de levar ao conhecimento público sobre a existência deste animal e a necessidade da sua protecção, o estudo será realizado também nos rios Cunene, Luango e outros, um trabalho que prevê ter a duração de dois anos.
A este animal, estão atribuídos vários mitos populares, assim como diferentes nomes de acordo com a área de localização.
Por exemplo, os populares concentrados próximos do rio Kwanza conhecem este animal como “peixe mulher ou dikunji”, enquanto que no Zaire lhe foi atribuído o nome de “peixe sereia”.
De referir que o Manatim é um animal com hábitos nocturnos e solitários, mas pode ser encontrado a dois no momento da criação do seu filhote.