Luanda – Os conferencistas as primeiras jornadas técnicas dos parques nacionais e áreas de conservação, que encerraram na noite de quarta-feira, em Luanda, recomendaram a institucionalização do “ 27 de Julho “ como dia da Palanca Negra Gigante, símbolo nacional de Angola.
Os especialistas apegam-se nesta dia pelo facto de ter sido a data do início das actividades de captura e marcação dos animais, cuja espécie há muito que era tido como desaparecida no Parque Nacional de Cangangala (Malanje), onde estão hoje protegidas.
Estes, sugeriram ainda a mobilização de recursos financeiros e humanos para a continuação da implementação do projecto de conservação desta espécie rara, visto que actualmente está reduzida a cinco porcento, dos mais de dois mil estimados até 1982, nas reservas de Luando e Cangandala (Malanje).
Ainda quanto a Palanca Negra, foi concluído que a sua situação é considerada crítica devido ao número reduzido de indivíduos da sua população, perseguidos ainda por caçadores furtivos, em consequência de serem ainda poucos fiscais para a sua protecção nas zonas acima referidas.
Neste evento, que decorreu desde terça-feira, em alusão ao “31 de Janeiro” Dia Nacional do Meio Ambiente, foi ainda aconselhado o estabelecimento de uma cooperação com os países de língua oficial portuguesa (CPLP), em matéria de conservação da natureza e da biodiversidade, para adaptação das suas experiências nas zonas naturais de Angola (parques nacionais e áreas de conservação).
A elaboração de estudo de viabilidade socioeconómica, modelos de gestão partilhada, redefinição de estratégias e políticas de gestão dos parques nacionais, reforço dos mecanismos de financiamento e internacionalização dos parques nacionais para promoção de actividades turísticas, como fonte de receitas para o estado e as comunidades locais, oram outras recomendações feitas pelos especialistas nacionais e estrangeiros, neste fórum.
Sugeriram a criação de carreiras de fiscais de áreas de conservação e ambiental, por forma a serem enquadrados em categorias especificas na função pública.
Quanto as comunidades residentes dentro e nos arredores dos parques, os participantes recomendaram a realização de senso populacional destas, assim como uma auscultação das suas preocupações para melhor planear a implementação de programas nessas zonas especiais.
Os participantes concluíram de igual modo que as áreas de conservação jogam um papel na implementação da estratégia do combate a pobreza, através da colaboração interministerial.