São Tomé, - O consórcio francês SOCSINCO vai investir 50 milhões de dólares (35 milhões de euros) numa fábrica de óleo de palma na Roça Sundy, na ilha do Príncipe, e reabilitar a oleaginosa de Ribeira Peixe, em São Tomé, adiantou à Lusa fonte da empresa.
No quadro desse investimento, o estado são-tomense concedeu à sociedade francesa 900 hectares de terra para a plantação de palmeiral, informou à Lusa Jean-Marie Ecrepont, representante da SOCSINCO no arquipélago.
"É um projecto de desenvolvimento rural integrado da zona sul de São Tomé e da zona norte da ilha do Príncipe", disse Jean-Marie Ecrepont, sublinhando que "o ecossistema dessa região é muito favorável para a cultura das palmeiras".
Segundo a mesma fonte, "um financiamento para o investimento em projectos de execução da componente industrial será feito através de uma sociedade de direito são-tomense e outro financiamento será proveniente das cooperações internacionais da Bélgica, Alemanha e França", acrescentou.
De acordo com a projecção, nos próximos três a cinco anos as fábricas de Sundy e da Ribeira Peixe estarão a produzir cerca de 25 toneladas de óleo de palma refinado anualmente "para abastecer o mercado interno e exportar para os países da sub-região", disse o representante da SOCSINCO.
De acordo com os estudos feitos pelos investidores franceses, "a necessidade actual de abastecimento do mercado interno é de duas a três mil toneladas (de óleo de palma) por ano".
Estão previstos mais de mil empregos directos "e talvez a mesma quantidade em trabalhadores indirectos", acrescenta Jean-Marie Ecrepont.
O projecto já foi apresentado ao Governo são-tomense e quer assinar com o Estado um contrato com a duração de 25 anos (o Ciclo de vida de um palmeiral) renováveis.
"As primeiras produções vão começar a sair dentro dos próximos três anos a cinco anos", adiantou Jean-Marie Ecrepont.
Em declarações à Lusa, o ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas são-tomense considerou que o projecto do consórcio francês se enquadra "no esforço do Governo visando a luta contra a pobreza e a garantida de segurança alimentar".
Xavier Mendes disse ainda que "se trata de um projecto que gera empregos, gera rendimento e melhora as condições de vida dos trabalhadores".
"Estão previstos construir centros de saúde, escolas, estradas e alojamentos para os trabalhadores", acrescentou o ministro da Agricultura, adiantando que "o processo está evoluindo" e que o Governo poderá avançar brevemente para a assinatura do contrato com a SOSCINCO.