Goma - Sete ministros da Defesa dos países da região dos Grandes Lagos reuniram-se desde quarta-feira em Goma sem progressos sobre a implementação de uma "força neutra" que deverá ser enviada no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Segundo o seu comunicado final, os ministros de Angola, do Burundi, do Congo, da RDC, do Rwanda, do Uganda e da Tanzânia, países membros da Conferência internacional para a região dos Grandes Lagos (CIRGL), reunidos desde quarta-feira, "identificaram as acções urgentes visando assegurar que os combates terminem completamente no leste da RDC", sem indicar precisamente quais acções.
Os participantes prepararam igualmente "as modalidades para a operacionalização de uma força internacional neutra a ser enviada no leste da RDC". Segundo as suas propostas, esta força deverá dispor de um mandato da União Africana e das Nações Unidas, e estar composta de tropas vindas de países africanos.
Esta força neutra dever principalmente combater os rebeldes do M23 e ser enviada à fronteira entre a RDC e o Rwanda, sendo este último país acusado pela ONU de apoiar a rebelião - o que Kigali desmente.
Os ministros estiveram acompanhados dos seus chefes de Estado-maior e dos seus chefes dos serviços de inteligência que se reuniram anteriormente. Os ministros transmitiram o seu relatório ao presidente ugandês Yoweri Museveni para que exponha na próxima cimeira da CIGL, prevista para Setembro.
A CIRGL é composta pela RDC, Angola, Zâmbia, Tanzânia, Burundi, Rwanda, Uganda, República Centro Africana, Congo, Quénia e pelo Sudão.
Durante a cimeira de Kampala, a 07 de Julho, os chefes de Estado não conseguiram se entender sobre a composição desta força neutra decidida em Addis Abeba à margem da cimeira da União Africana. Os mesmos decidiram voltar a reunir no início de Setembro em Kampala.