Luanda - A 32.ª Conferência da SADC, em Maputo (Moçambique) e a reunião de ministros da Defesa da região dos Grandes Lagos que teve lugar na República democrática do Congo (RDC) foram entre outros acontecimentos que deram destaque da semana finda.
Entretanto, durante a cerimónia inaugural, sexta-feira, da Conferência, o chefe de Estado de Moçambique, Armando Guebuza, que assumiu a presidência anual rotativa da SADC em substituição do chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, considerou que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) tem registado "progressos significativos na implementação da sua agenda de paz e estabilidade", lembrando, contudo, que "a pobreza continua presente" na região.
Os dirigentes da África Austral nesta Conferência de Maputo tiveram uma agenda preenchida de crises políticas por resolver na região, nomeadamente no Madagáscar, no Zimbabwe, na República Democrática do Congo e ainda um diferendo fronteiriço entre o
Malawi e a Tanzânia.
Moçambique, que sucede Angola à frente da SADC, escolheu como tema da cimeira "Os corredores de desenvolvimento" ao longo das vias de comunicação.
Durante a semana em análise, a situação na Região dos Grandes Lagos Congo foi manchete.
Neste quadro, sete ministros da Defesa dos países da região dos Grandes Lagos reuniram-se quarta-feira em Goma sem progressos sobre a implementação de uma "força neutra" que deverá ser enviada no leste da República Democrática do Congo (RDC).
Segundo o seu comunicado final, os ministros de Angola, do Burundi, do Congo, da RDC, do Rwanda, do Uganda e da Tanzânia, países membros da Conferência internacional para a região dos Grandes Lagos (CIRGL), reunidos desde quarta-feira, "identificaram as acções urgentes visando assegurar que os combates terminem completamente no leste da RDC", sem indicar precisamente quais acções.
No Egipto, o chefe de Estado egípcio, Mohamed Morsi, nomeou domingo um vice-presidente, o juiz Mahmud Mekki, e colocou na reserva o marechal Hussein Tantawi, o seu ministro da Defesa que chegou a assumir o poder no país após a revolta que derrubou
Hosni Mubarak.
A imprensa oficial indicou que Tantawi e o chefe de Estado-maior do Exército, Sami Anan, foram colocados na reserva e nomeados conselheiros do presidente Morsi.
O novo ministro da Defesa é Abdel Fattah al-Sissi, chefe dos serviços de inteligência militar.
Finalmente, durante a semana finda, a situação social na África do Sul foi marcada com a morte de 30 pessoas em confrontos entre grevistas e agentes da polícia na mina de platine Lonmin de Marikana (noroeste da África do Sul), anunciou hoje (sexta-feira) o
ministro da Polícia Nathi Mthethwa.
Estes 30 mortos somam-se aos dez outros das violências entre sindicatos ocorridos desde domingo neste local mineiro, onde várias centenas de grevistas reclamam por grandes aumentos salariais.