Joanesburgo - O ex-presidente malgaxe, Marc Ravalomanana, disse hoje (terça-feira) que as acusações que pesam sobre si eram "completamente falsas", após uma investigação por crimes contra a humanidade, levada a cabo pela justiça sul-africana, anunciou a AFP.
Ravalomanana foi condenado à revelia a trabalhos forçados em Madagáscar, após a morte de dezenas de manifestantes pela sua guarda presidencial durante os tumultos que levaram à sua queda em 2009.
"Desde que fui expulso do meu país, supostamente por ameaça de armas, o regime de golpe ilegal organizou um tribunal simulado e um julgamento contra mim", disse num comunicado divulgado na África do Sul, onde vive em exílio.
Para o presidente deposto, a queixa contra si na África do Sul é "uma tentativa deliberada (...) para enganar os sul-africanos a acreditar que sou culpado de um crime, embora simplesmente não seja a verdade. "
Um grupo malgaxe, a Associação dos Mártires da Praça de Antaninarenina (um lugar de Antananarivo), apresentou uma queixa há quatro meses à justiça sul-africana e esta confirmou no domingo que tinha iniciado uma investigação.
"O regime cometeu um violento golpe de Estado em Madagáscar e ilegal. Fez isso como parte da sua luta desesperada para impedir o meu regresso incondicional (ao Madagáscar) e a minha candidatura às eleições livres e justas, supervisionadas pela comunidade internacional ", disse Ravalomanana.
Convocados pelos Estados vizinhos da Comunidade de Desenvolvimento (SADC) a chegarem a um acordo, os dois homens já se encontraram nas Seychelles há duas semanas, mas não conseguiram resolver os seus diferendos.
As eleições presidenciais estão previstas para Maio de 2013.