Kampala - O Uganda negou hoje (sexta-feira) qualquer apoio aos rebeldes que se opõem as forças governamentais na República Democrática do Congo (RDC), após um apelo da ONU aos “países estrangeiros" para cessar toda ajuda para a rebelião do M23.
Numa declaração publicada quinta-feira, os membros do Conselho de Segurança reiteraram "a sua firme condenação de qualquer apoio externo prestado ao M23, nomeadamente por outros países" e apelaram a "todos os países da região a colaborar activamente com as autoridades congolesas para o desmantelamento e a desmobilização do M23 ".
"São invenções, nada mais do que invenções, e eu repito, são invenções", lançou Okello Oryem, ministro ugandês interino dos Negócios Estrangeiros, durante uma conferência de imprensa, referindo-se às acusações de apoio de Kampala ao M23 feitas por ONGs congolesas.
O Uganda acolhe uma cimeira de dirigentes regionais na segunda e terça-feira para tentar pôr fim à instabilidade no leste da RDC. Os rebeldes congoleses recentemente assumiram o controlo de uma série de localidades, algumas das quais na fronteira com Uganda.
A ONU sustenta que os rebeldes do M23, que se amotinaram em Abril, são liderados por Bosco Ntaganda, procurado por crimes de guerra pelo Tribunal Penal Internacional (TPI). Os motins aproximam-se agora de Goma, capital da província congolesa de Kivu-Norte, uma região fronteiriça com o Uganda e o Rwanda.
Um relatório da ONU acusou directamente o Rwanda de apoiar a rebelião, a qual corrobora o presidente congolês Joseph Kabila, mas o seu homólogo rwandês, Paul Kagame, desmente veementemente.