Indique este Site | Adicionar aos Favoritos | Sua Página Inicial  
14-07-2012 16:15

Egipto
Presidentes egípcio e tunisino manifestam apoio à rebelião síria

 

Cairo - Os presidentes do Egipto e da Tunísia, que chegaram ao poder graças às revoltas populares nos seus países, indicaram durante conferencia de imprensa sexta-feira que apoiam o povo sírio, mas rejeitam uma intervenção militar estrangeira contra Bashar al-Assad.

 

   
O islamita egípcio Mohamed Morsi, eleito em Junho, e o tunisino Moncef Marzouki, também ressaltaram o apoio aos palestinianos.

 


"Estamos ao lado do povo sírio, na sua luta e na sua revolução", declarou Morsi.

 


"Somos contrários a uma intervenção militar estrangeira na Síria", ressaltou.

 


Marzouki, que havia reunido com Morsi nas suas instalações no Cairo antes da colectiva, disse que uma intervenção militar para acabar com a repressão do governo contra a rebelião "só aumentaria o problema".

 


Os dois presidentes afirmaram que estão "de acordo sobre o apoio à causa palestina e à reconciliação" entre Fatah, que controla a Cisjordânia, e o Hamas, no poder na Faixa de Gaza e que tem ligações históricas com a Irmandade Muçulmana, à qual pertence Morsi.

 


O Hamas saudou a vitória de Morsi nas eleições do mês passado sobre o ex-Primeiro-ministro de Hosni Mubarak, Ahmed Shafiq, que provavelmente seguiria o exemplo do ditador derrubado em favorecer o Fatah, do presidente palestino Mahmud Abbas.

 

              
Contudo, Moorsi afirmou estar a uma "distância igual de todas as facções palestinas", enquanto Marzouki indicou estar "feliz em constatar que o novo Egipto abrirá as suas fronteiras e o coração para nossos irmãos, especialmente em Gaza".

 


Morsi não informou se o seu governo vai reduzir as restrições na fronteira com Gaza, bloqueada parcialmente por Israel e Egipto depois que o Hamas expulsou o Fatah do enclave em 2007 em meio a confrontos armados.

 

              
Durante a campanha eleitoral, Morsi manifestou apoio ao direito dos palestinianos à resistência e a sua reivindicação para que os refugiados voltem para as suas casas de onde foram expulsos na guerra de 1948.

 


Depois da eleição, porém, passou a adoptar um tom mais moderado sobre o conflito entre israelitas e palestinianos, afirmando que o seu país irá respeitar o tratado de paz firmado com Israel em 1979.

 






 Imprimir    Indicar
Últimas Notícias
17:07 - Habitantes fogem do norte por ataques militares
16:39 - Três dias de luto nacional pela morte de Henrique Rosa
16:29 - Nomeação de Mukhisa Kituyi e greve na África do Sul dominam actualidade africana
16:27 - ONU quer processar rebeldes por crimes de guerra
13:48 - ONU saúda promessa de 3,25 biliões de euros para reconstrução do país
13:48 - Nações Unidas querem processar rebeldes nigerianos por crimes de guerra
13:43 - Dezassete migrantes africanos morrem em acidente de viação na Líbia
11:47 - Após protestos e distúrbios, jovens são presos no centro do Cairo
11:06 - Rebeldes touaregues afirmam ter matado 19 jihadistas no norte do país
10:10 - Manifestantes enfrentam polícias em protesto contra Mursi
TPA - Televisão Pública de Angola
RNA - Rádio Nacional de Angola
Jornal de Angola
© 1997 - 2008 Angop. Todos os direitos reservados.