Addis Abeba - O presidente da Comissão da União Africana (UA), Jean Ping, estimou hoje (sábado), em Addis Abeba, que a crise actual no Mali, onde o norte passou sob controlo de grupos armados, essencialmente islamitas, é "uma das mais graves" que atravessa a África, noticiou à AFP.
"Não há dúvidas que a situação no Mali é certamente uma das crises mais graves a qual está confrontada o continente", afirmou Jean Ping, na abertura duma reunião do Conselho de paz e segurança (CPS) da UA, consagrada a crise maliana e as tensões entre o Sudão e o Sudão do Sul.
"A sua persistência faz pesar um perigo sobre a viabilidade do Estado maliano, assim como a estabilidade e a segurança regional", acrescentou, na véspera da 19ª cimeira de chefes de Estado da UA, a decorrer domingo e segunda-feira, na capital etíope.
"Os princípios em causa, quer se tratam da preservação da unidade e integridade territorial do país, da rejeição do terrorismo e da recusa de mudanças anti-constitucionais de governo, são duma importância capital no continente", prosseguiu Ping.
O presidente da Comissão notou igualmente os progressos "lentos e inegáveis" na aplicação do "roteiro de paz" elaborado pela UA, para tentar encontrar uma solução as tensões persistentes entre o Sudão e o Sudão do Sul, desde a divisão do Sudão em Julho de 2011, que desembocaram entre Março e Maio, em intensos combates ao longo da sua fronteira comum.
"Noto com muita satisfação, a afirmação recente pelos dois países da sua vontade de regressar a um espírito de parceria nas suas negociações", com vista as suas "conclusões nos prazos prescritos", prosseguiu Ping.