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26-06-2012 15:31

Egipto
Portugal felicita egípcios pelas eleições presidenciais

Bandeira do Egipto
Bandeira do Egipto

Lisboa - O Ministério dos Negócios Estrangeiros português felicitou hoje (terça-feira) o povo egípcio pela realização das eleições presidenciais e afirmou estar disponível para trabalhar com o novo chefe de Estado, Mohamed Morsi.     


"O Governo português felicita o povo egípcio pelo momento democrático que acaba de viver com  a eleição do Presidente, de forma livre e transparente", de acordo com a nota do MNE. 


Mohamed Morsi, candidato da Irmandade Muçulmana, obteve 51,73 porcento dos votos, de acordo com os resultados oficiais anunciados no domingo, no Cairo.     


Na mesma nota, Portugal sublinhou a forma pacífica como decorreu o acto eleitoral, assim como "a intensidade" do debate político durante a campanha eleitoral.     


"Estes factos permitem esperar que a transição no Egipto se complete num clima de concertação institucional, correspondendo aos desejos de liberdade e democracia da população", acrescentou.      


"O governo português afirma a sua disponibilidade para trabalhar activamente com o novo presidente egípcio no reforço das boas relações entre os dois países", concluiu a nota do MNE. 


O islamita Mohamed Morsi, vencedor das presidenciais no Egipto, começou na quinta-feira a preparar a formação do novo Governo, esperando que os militares lhe entreguem o poder executivo até ao final da semana. 


O presidente eleito, que esteve detido durante o governo de Hosni Mubarak, já se deslocou ao palácio presidencial e iniciou os contactos para formar o próximo governo, sem esperar pela cerimónia de investidura, indicou uma porta-voz, Nermine Mohammed Hassan. 


Fonte militar disse à agência noticiosa francesa France Presse que a passagem do poder do Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), que Mubarak deixou à frente do país quando se demitiu, para Morsi, vai ocorrer como previsto até ao fim do mês, sem avançar uma data concreta.    


Mohamed Morsi, oriundo da Irmandade Muçulmana, tornou-se aos 60 anos o primeiro islamita a assumir a chefia do Estado no Egipto, sendo também o primeiro presidente que não vem das Forças Armadas. 






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