Paris - O presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, reiterou hoje (sábado), em Paris, a disposição da UA e da CEDEAO, de ver a ONU adoptar uma resolução autorizando o recurso à força no Mali e apela o Conselho de Segurança a não "se eternizar nos debates", numa entrevista ao Jornal de Domingo, citado pela AFP.
"É evidente", que uma intervenção é necessária, disse Issoufou, lembrando que a "União Africana e os países da CEDEAO pretendem que uma resolução que autorize o recurso à força no Mali, seja adoptada pela ONU".
"Não vejo como (o Conselho de Segurança), recusaria essa intervenção. Sabe-se que essa resolução necessita de consultas e concertação e, isso, leva tempo. Mas, é preciso que isso não se eternize nos debates sem fim, pois os djihadistes estão em vias de se reforçar", advertiu nessa entrevista, a ser publicada domingo.
O Conselho de Segurança da ONU, absteve-se de novo sexta-feira, de adoptar o seu apoio ao projecto da força de intervenção no Mali, apresentada pela UA e a Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDEAO).
Vários membros do Conselho de Segurança exprimiram as suas preocupações sobre esse projecto, durante uma reunião à porta fechada em Nova Iorque, segundo diplomatas dessa organização.
Já na quarta-feira, o Conselho de Segurança da ONU tinha tomado nota da proposta de criação de uma força, sem a ter apoiado, por ocasião das discussões anuais entre esse órgão decisório e o Conselho de paz e segurança da UA.