Maputo - A FRELIMO, partido no poder em Moçambique, anunciou hoje (quinta-feira) que criou uma comissão para debater as questões com que a Renamo, maior partido da oposição, justifica as ameaças que faz de regresso à guerra, noticioa a LUSA.
A comissão da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) para debater com o partido rival é constituída por Afonso Meneses Camba, Manuela Mapungue, Yolanda Matsinhe e Renato Mazivila, todos elementos de segunda linha do partido no poder.
De acordo com um comunicado enviado às redacções, a FRELIMO diz que tem permanentemente mantido encontros de diálogo com diversas sensibilidades moçambicanas, na busca de soluções para os problemas do país.
Esta semana, o líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, que se encontra acantonado numa antiga base militar na serra da Gorongosa, no centro de Moçambique, ameaçou retornar à guerra, caso o Governo da FRELIMO não atenda as suas reivindicações.
"Eu preparo homens e, se for preciso, sairemos daqui e destruiremos Moçambique", declarou Dhlakama, citado pela agência AFP.