Nova Iorque - O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou hoje (quarta-feira) por unanimidade uma resolução apresentando os efectivos da força da União Africana na Somália (Amisom) a um máximo de 17.731 homens, ao inves dos 12 mil actuais, noticia a AFP.
A AMISON é composta hoje na totalidade por soldados ugandeses e burundeses. Ele deve incorporar tropas quenianas qu estão a combater na Somália e o Conselho de Segurança apela na sua resolução para outros países africanos a contribuírem.
Enquanto isso, o Primeiro-ministro somalí, Abdiweli Mohamed Ali, confirmou hoje em Londres a tomada da cidade de Baidoa (sudoeste), bastião dos islamistas shebab, pelas forças do seu país, noticia a AFP.
"É uma das mais importantes cidades do sudoeste da Somália, Baidoa, foi justamente recuperado aos shebab", declarou Abdiweli Mohamed Ali perante o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), corroborando uma informação avançada um pouco mais tarde por um responsável militar somalí.
Os shebab são um "inimigo para o mundo inteiro, não somente um inimigo para a Somália", na medida que eles são aliados da Al-Qaeda, acrescentou o Primeiro-ministro somalí, que deve participar quinta-feira em Londres a uma conferência internacional sobre o seu país, delicerado por mais de duas décadas de conflito.
Por seu lado, os insurgentes islamistas somalí afirmaram hoje (quarta-feira) se terem retirado por razões "tácticas" de seu bastião de Baidoa, prometendo que as "zonas conquistadas seriam o túmulo dos invasores cristãos e de suas milícias somalís apostatas ".
Segundo um responsável militar somalí, Muhidin Ali, interrogado pela AFP, a tomada da cidade se fez durante uma operação das forças pró-governamentais somalí, apoiadas pelo exército etíope.
A tomada de Baidoa e uma passagem significativa na ofensiva militar regional contra os rebeldes, que controlam no entanto agora largamente os centro e sul da Somália, antes de passar sob controlo shebab em 2009, a cidade havia abrigado durante três anos o Parlamento somalí de transição.