DAKAR - O presidente cessante senegalês, Abdoulaye Wade, 85 anos, no poder desde 2000 e candidato para a sua própria sucessão em Fevereiro próximo, disse que não estava à procura de "interesse" do Ocidente, mas do Senegal, anunciou hoje (segunda-feira) a AFP.
"Eu não busco ineresse de Toubabs (ocidental), mas o do povo senegalês. Os americanos e franceses não são os patrões do senegal. Ninguém pode negar a nossa força", disse Wade durante o seu primeiro comício da campanha, domingo, à noite em Mbacke (200 km a leste de Dakar).
"Essa escrutinio é de muito interesse no estrangeiro, por isso alguns não estão felizes com o meu engajamento na defesa dos países africanos, disse Wade em comentários divulgados pela imprensa senegalesa (Agência oficial APS).
A nova candidatura do Presidente Wade é contestada por toda a oposição senegalesa, que considera inconstitucional, enquanto parceiros de peso como a França e os Estados Unidos, claramente queriam uma "mudança de geração" no Senegal.
Wade também reafirmou a sua disponibilidade e empenho para a construção do Senegal "na imagem dos países desenvolvidos".
"Em todo o país, fizemos conquistas. Em 2000, a taxa per capita foi de 500 dólares, hoje é de 1.350 dólares. Isso coloca nosso país na segunda categoria, que aspira a ser um emergente ", disse diante de milhares de apoiantes.
Para o seu primeiro comício da campanha que estreou domingo e terminará em 24 de Fevereiro, dois dias antes da primeira volta das eleições presidenciais, o chefe de Estado cessante havia escolhido uma região que é o berço da irmandade Mouride Muçulmana de Senegal.
Os principais candidatos da oposição do Senegal, unidos na sua determinação para garantir a retirada da candidatura de Abdoulaye Wade, havia escolhido Dakar a partir da Praça do Obelisco, o símbolo do protesto para o seu primeiro comício de campanha.