Bissau - A União Europeia (UE) entregou hoje (quinta-feira) à Comissão Nacional de Eleições (CNE) da Guiné-Bissau uma ajuda de emergência de 320 mil euros, mas a entidade continua até agora sem mais apoios, disse o seu presidente.
Desejado Lima da Costa, presidente da CNE, reuniu-se na manhã de hoje (quinta-feira) com o primeiro-ministro, Carlos Gomes, para "reflectir sobre alternativas" para o financiamento do processo que levará às eleições presidenciais de 18 de Março de 2012.
Lima da Costa já tinha dito que na próxima semana a CNE entrará em "ruptura financeira" se não forem disponibilizados 1,5 milhões de euros.
"Há um conjunto de promessas e vai reunir-se o Comité de Pilotagem, que tem como função conduzir todo o processo e que envolve as entidades internacionais, particularmente aquelas que prometeram os apoios, para ver se nesse quadro a mobilização de fundos é rápida e possa chegar em tempo útil", disse hoje.
Falando após a assinatura do protocolo que levou ao apoio financeiro da União Europeia, Desejado Lima da Costa disse também estar convicto de que não será por razões financeiras que deixam de se realizar as eleiçõesno dia 18 de Março.
Joaquín González-Ducay, representante da União Europeia na Guiné-Bissau, explicou que a ajuda agora disponibilizada é de emergência e que está a ser debatida a possibilidade de complementar esta ajuda. "Infelizmente, neste momento não estamos em condições de assegurar que essa ajuda será feita", salientou.
A verba hoje afectada à CNE destina-se a garantir apoio técnico especializado, apoiar operações no terreno (como campanhas de informação cívica e sensibilização dos eleitores e emissão) e apoiar o Supremo Tribunal de Justiça.