Dubai - Saadi Kadhafi, filho do antigo dirigente líbio Muammar Kadhafi, prometeu regressar ao seu país, onde diz que a maioria da população está insatisfeita com a situação actual, conforme afirma numa entrevista divulgada sexta-feira pela televisão local Al-Arabiya.
"Retornarei à Líbia a qualquer momento", disse Saadi Kadhafi por telefone de Níger, onde se refugiou depois da queda de Trípoli, que colocou fim aos 42 anos do regime do seu pai.
"Pelo menos 70% dos líbios não estão contentes com a situação actual", afirmou, e disse que o "povo líbio está sendo governado por bandos".
Segundo ele, "existe uma rebelião que se estende dia após dia, e haverá uma rebelião em todo o país".
Questionado sobre o Conselho Nacional de Transição (CNT), que tomou as rédias do país após a queda do regime, Saadi afirmou que "chegará o dia em que o povo líbio será capaz de exterminar esses bandos".
Ao regressar à Líbia, "esforçarei-me para que não se produzam operações de represália ou de vingança", prometeu.
Saadi Kadhafi, de 38 anos, refugiou-se no Níger em Agosto de 2011. Este país, que lhe concedeu asilo político, se nega a extraditá-lo, apesar dos pedidos das novas autoridades líbias.
A Interpol o acusa de "ter se apoderado de bens pela força e de praticar a intimidação quando dirigia a Federação Líbia de Futebol".
O presidente do Níger, Mahamadou Issoufou, argumentou em Novembro de 2011 "razões humanitárias" para justificar o asilo concedido a Saadi Kadhafi.